Em fórum virtual, supostos hackers comemoram ataque a site da ABGLT

Nova invasão do site da ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Mensagens publicadas na noite desta terça-feira (31) em um fórum de internet comemoravam a suposta invasão do site do Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) como uma "vitória" dos hackers.

Nesta terça-feira, a seção de "eventos nacionais" do site da ABGLT anunciava que "em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da 'Bíblia Sagrada'". Em seguida, a mensagem conclamava o público para seu suposto ato: "Amanhã iremos queimar a homofobia. Compareça".

Toni Reis, presidente da associação, afirmou que a publicação teria sido causada por um ataque de hackers. "Não somos nós que estamos publicando esse tipo de coisa. Temos respeito total pelas religiões. A Bíblia é para ser respeitada", disse ele.

Toni pediu "mil desculpas" aos que se sentiram ofendidos com a postagem. "Estamos tentando verificar quem é o autor desse tipo de ataque. É alguém muito mal intencionado. As pessoas que são homofóbicas não param de nos atacar."

Publicações em um fórum de internet anônimo parecem confirmar o ataque. Por volta das 20h, o "brchan", um canal anônimo de publicação de imagens e textos, trazia diversos posts comemorando a ação.

"A fogueira de bíblias continua causando indignação aos evangélicos", afirma uma mensagem anônima. "O objetivo foi conquistado: gerar ódio por parte da população contra os viados". Em seguida, o mesmo post conclui: "Vencemos".

Em seguida, outra mensagem festeja: "A merda foi um grande sucesso, até melhor do que eu esperava".

Depois da divulgação no Twitter da hipótese de suposto ataque hacker, um post no fórum adverte: "Isso já era previsível no início, mas descobriram tarde demais".

"É só acompanhar a propagação entre evangélicos, está sendo muito maior. Eles não vão conseguir reverter a tempo", afirma o post, sobre a informação plantada. "Mais e mais pessoas estão se indignando contra os gays".

"Já jogaram o isqueiro no celeiro. Agora é só ficar à distância e esperar o incêndio apagar", responde outro participante.


 
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