Quarenta presos após confusão em protestos por direitos LGBTs em Moscou

Manifestações não tinham autorização do governo e foram invadidas por ortodoxos.

Do Gay1 Mundo, com Agências Internacionais
Nacionalista bate em gay em manifestação em Moscou; LGBTs protestam contra lei que multa 'propaganda positiva LGBTNacionalista bate em gay em manifestação em Moscou; LGBTs protestam contra lei que multa 'propaganda positiva LGBT" (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)
Cerca de 40 pessoas foram detidas em Moscou neste domingo após ativistas da Igreja Ortodoxa russa invadirem dois protestos pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, jogando água, gritando orações para os manifestantes e agredindo-os. Bandeiras com arco-íris, símbolo do movimento LGBT, foram tomadas e quebradas e pisoteadas na frente de câmeras de TV. As manifestações não tinham autorização do governo para acontecer.

Os manifestantes pediam o direito de realizar Paradas do Orgulho LGBT, que não são permitidas pelas autoridades. Quase todos os cerca de 30 ativistas de direitos LGBTs que protestavam foram detidos, enquanto o número de presos entre os 50 ortodoxos foi bem menor.

Nikolai Alexeyev, líder do protesto, disse ter sido detido por falar com jornalistas.

"Todos os nossos direitos são ignorados aqui na Rússia. Nossos direitos não estão seguros e não estamos fisicamente seguros" afirmou Igor Yasin, um dos manifestantes.

Este ano os legisladores russos enviaram uma lei federal ao Parlamento para impor multas a quem divulgar “propaganda positiva LGBT” entre menores de idade, como já acontece em São Petersburgo.

A homossexualidade, punida com prisão na União Soviética, foi descriminalizada na Rússia em 1993, mas o preconceito contra LGBTs continua no país.

 
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