Grupo que se declara de punks e skinheads faz ato contra homofobia

Manifestantes foram retidos pela PM e avaliados pela Polícia Civil.
"Nós somos verdadeiros. O resto são carecas fascistas", afirmaram.


Por Rafael Sampaio e Marcelo Mora
Faixa de skinheads e punks na Avenida Paulista (Foto: Marcelo Mora)Faixa de skinheads e punks na Avenida Paulista
(Foto: Marcelo Mora)
Um grupo formado por 30 pessoas que se declararam skinheads e punks afirmou neste domingo (10) que participa da 16ª Parada LGBT, na Avenida Paulista, para esclarecer que são a favor dos direitos LGBTs e contra a homofobia. Duas meninas que se dizem punks e cobriram o rosto com lenços rosa disseram que a polícia barrou a entrada do grupo.

"Na verdade, a única vertente de skinheads verdadeiros são os que estão aqui. O resto são carecas fascistas", afirmou uma delas. Segundo as duas garotas, a PM, ao barrar a entrada do grupo, tomou as bandeiras. "Só conseguimos entrar várias horas depois de a Parada Gay ter começado."

A Polícia Militar informou que algumas pessoas chegaram à Avenida Paulista segurando uma faixa “Punks e Skinheads contra a homofobia”. A princípio, a PM barrou o acesso deles ao evento. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) foi chamada, constatou que eles eram simpatizantes e acabaram liberados.

Os manifestantes se declaram anti-nazistas e anti-homofóbicos. Um dos líderes do grupo, que declarou apenas o primeiro nome, Ítalo, afirmou que a ameaça neonazista vem crescendo.

"Eles atuam principalmente no Centro e na Zona Sul. Cansei de ver amigos meus, inclusive gays, apanharem e morrerem por isso", afirmou.

Os punks e skinheads dançaram junto da multidão próximo ao minhocão. "Isso para nós é uma ação de movimento social."

Segundo a PM, um outro grupo de skinheads foi identificado atrás do Masp e dispersado, segundo a PM.

 
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