Parada do Orgulho ocupa 100% dos hotéis no circuito em SP e ainda falta patrocínio

Do Gay1 SP
16ª edição vai pedir educação para 'curar' homofobia (Foto: Getty Images)16ª edição vai pedir educação para 'curar' homofobia
(Foto: Getty Images)
Às vésperas daquela que é considerada a maior manifestação por direitos LGBT do mundo, um burburinho já toma conta dos hotéis de São Paulo. Na vizinhança do trajeto, por onde passam milhões de manifestantes, a previsão é de casa cheia.

Representantes do setor hoteleiro já cravam um número para a ocupação: 100%.

Nesse trajeto, há opções com preços mais em conta, com diárias entre R$ 128 a R$ 300 (casal).

"Quem vem por conta própria tem espírito de Carnaval, busca algo mais barato", explica Bruno Omori, presidente da ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis). Já os artistas convidados costumam ficar em hotéis mais luxuosos nos Jardins, assim como representantes de empresas de beleza que patrocinam o evento.

Tem gente pegando carona na parada. "Vamos inaugurar o hotel com três andares para esse público nesta semana", conta, animado, Daniel Almeida, do Chilli Pepper Single Hotel, que fica no largo do Arouche, no centro.

Em sua 16ª edição, a Parada do Orgulho LGBT é um dos eventos que mais atraem turistas à capital paulista. Pelo menos 20 mil turistas se hospedam, segundo cálculo da ABIH, somente em hotéis nas regiões da Consolação, dos Jardins, da Bela Vista e do centro.

"A nossa expectativa é de ocupação máxima", comemora Veridiana Furtado, gerente de marketing da rede Ibis para a América Latina.

Segundo dados da SPTuris, quase 30% do público vêm de outros Estados do país. Os estrangeiros representam cerca de 1% do total.

Os visitantes também vêm atraídos pelos estabelecimentos "friendly" e por toda a oferta cultural e de entretenimento que a cidade oferece, segundo Luciane Leite, diretora de turismo da SPTuris.

A parada será realizada no próximo domingo (10), com concentração a partir das 10h em frente ao Masp, na avenida Paulista. O primeiro trio deve se movimentar a partir das 12h.

R$ 120 mil a menos
Com R$ 120 mil a menos, a Parada estará mais pobre se comparado ao ano passado, segundo os organizadores do evento, a parada deve usar boa parte dos R$ 325 mil arrecadados em patrocínio.

Com orçamento baixo, os trios elétricos consequentemente diminuírão na nova edição. Em 2011 foram 16 carros. Já este ano, está confirmada a participação de 12 trios elétricos, número que pode subir para 20, segundo previsão dos organizadores.

A redução de custos pesou principalmente no número dos trios da Associação da Parada. De cinco carros em 2011, apenas três estão programados para este ano. Um 4º trio só entrará no desfile caso a organização consiga patrocínio próprio para ele.

"O dinheiro arrecadado é destinado para três componentes: as nossas despesas do ano, a Parada e os eventos que acontecem durante o Mês do Orgulho LGBT", disse Fernando Quaresma. Ele não soube informar quanto do valor arrecadado seria destinado apenas ao dia da Parada.

"Encaminhamos o projeto do evento pedindo patrocínio para vários lugares, mas recebemos muitos 'nãos'. É uma coisa inexplicável. Nós temos a maior Parada do mundo e infelizmente não temos apoio e patrocínio", se queixou Quaresma.

 
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