Participantes gastam até R$ 1.000 em fantasia para a Parada LGBT de SP

Por Cristina Moreno de Castro e Dario de Negreiros
Fantasiados de gatos, grupo tira foto com participantes da Parada LGBT de São Paulo, na avenida Paulista (Foto: Cristina Moreno de Castro)Fantasiados de gatos, grupo tira foto com participantes da Parada LGBT de São Paulo, na avenida Paulista (Foto: Cristina Moreno de Castro)
O público fantasiado na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é uma atração a parte do evento na tarde deste domingo. São gueixas, baianas, misses e sócias de celebridades desfilando e parando diante de dezenas de máquinas fotográficas dos curiosos na avenida Paulista, região central.

O bailarino José Roberto Cruz, 39, saiu de Niterói (RJ) para participar pela primeira vez do evento em São Paulo. Fantasiado de Michael Jackson, o bailarino gastou cerca de R$ 1.000 para compor o figurino e a maquiagem, que impressionam o público.

"O legal da parada é poder confraternizar com outras pessoas", disse o bailarino ao admitir que gosta de ser parado as fotos.

Fantasias detalhistas e usadas em grupo são as que mais se destacam na multidão. Um grupo com 11 pessoas amarradas umas nas outras, maquiadas e vestidas de felinos, foram perseguidas por admiradores pela avenida Paulista.

Um dos gatos disse que as fantasias foram feitas na manhã de hoje e custaram, cada uma, cerca de R$ 150.

A chef de cozinha Amanda Lapore, 31, participa da Parada de São Paulo pela quinta vez. Fantasiada de natureza com um vestido longo e verde, decorado com flores e plumas, ela conta que levou três dias para produzir sua própria fantasia e gastou cerca de R$ 500 com os adereços.

"É um dos poucos dias do ano que as pessoas valorizam o que a gente faz e a gente se sente bem", disse Amanda enquanto uma fila se formava diante dela para fotografá-la.

O enfermeiro Edgard Manenti, 40, também se vestiu de Peter Pan, uma homenagem a Michael Jackson. Esta é a quarta vez que Manenti sai de Guarujá para participar da parada. "É uma diversão", disse. "Não tem caráter politico, mas sim de entretenimento."

Max Ortiz, 42, foi à manifestação na avenida Paulista representando os ursos, grupo que não segue o padrão de corpo torneado em academia.

"A imagem do gay era de homens másculos. Mas a gente tem que aceitar o físico que tem", comentou Ortiz, que trabalha no Ministério da Educação argentino.

Parada LGBT
A 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT começou por volta das 13h20 deste domingo. Com o tema "Homofobia tem Cura: Educação e Criminalização", os organizadores querem reforçar o tom político do evento.

Antes do primeiro trio elétrico iniciar o desfile falaram ao público o presidente da APOGLBT de São Paulo, Fernando Quaresma, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) e o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Estão na abertura da Parada também o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o ex-ministro do Esporte Orlando Silva e a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine (PPS).

Para garantir a segurança da Parada policiais militares e civis à paisana atuarão no evento. Ao todo estarão presente 1.500 policiais militares (alguns à paisana), 600 guardas e policias civis.

Para ajudar no monitoramento, cerca de 20 câmeras fixas espalhadas pela região onde a Parada acontece serão alvo de monitoramento policial. Alguns PMs também estarão com câmeras móveis, que transmitirão imagens para a central de monitoramento da PM.

 
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