Tom político marca a 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT em SP

Tema da edição deste ano é 'Homofobia tem Cura: Educação e Criminalização'; presidente da Associação da Parada diz que discussão deve ser levada a escolas.

Da Agencia Estadão
Soninha Francine, pré-candidata à prefeitura pelo PPS, compareceu à Parada LGBT, realizada na avenida Paulista, em São Paulo. A ex-vereadora tuitou tudo que viu no evento (Foto: Leonardo Soares)Soninha Francine, pré-candidata à prefeitura pelo PPS, compareceu à Parada LGBT, realizada na avenida Paulista, em São Paulo. A ex-vereadora tuitou tudo que viu no evento (Foto: Leonardo Soares)
A 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT tomou a Avenida Paulista neste domingo, 10. Com a previsão de um público de 4 milhões de pessoas, o mesmo do ano passado, a Prefeitura armou um esquema de segurança com 1.500 agentes à paisana. A organização adotou um tom mais político na escolha do tema deste ano, "Homofobia tem Cura: Educação e Criminalização", bandeira defendida durante a manifestação de 14 trios elétrico.

O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOGLBT) de São Paulo, Fernando Quaresma, disse que a homofobia tem cura, não por ser uma doença, mas porque pode ser melhor abordada. "Ela deveria ser discutida nas escolas, por exemplo", comentou.

Madrinha da causa LGBT, especialmente quando esteve na Prefeitura, em 2004, a senadora Marta Suplicy (PT) marcou presença na Parada, criticando o atual prefeito Gilberto Kassab (PSD). Segundo a ex-prefeita, São Paulo não avançou em políticas públicas de combate à homofobia. "Eu fui a coordenadora do projeto (de orientação sexual) na gestão da Luiza Erundina. E na minha (gestão) fizemos a mesma coisa. Eu comentava com o prefeito Kassab que hoje não existe mais isso. Todo esse trabalho de educação sexual faz parte dos ensinamentos e tem de estar na escola", cobrou.

A organização e a militância LGBT protestam pela aplicação do projeto Escola Sem Homofobia, voltado a professores da rede pública. O grupo também pede a aprovação do projeto de lei 122/06, que há seis anos tramita no Senado e pede a criminalização da homofobia.

O tema é delicado para o PT, que tentou promover o chamado kit anti-homofobia na gestão do pré-candidato do partido nas eleições municipais, Fernando Haddad, no Ministério da Educação. Depois de protestos de setores religiosos, Haddad abandonou o projeto.

Em resposta à senadora, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que Marta não fez uma crítica aguda, mas pediu apenas que haja abordagem ao tema da homofobia em diversas frentes na Prefeitura. O prefeito exaltou o evento, segundo ele o segundo mais importante da cidade depois da F-1 do ponto de vista turístico.

Dos candidatos a prefeito, Celso Russomanno (PRB), Carlos Giannazi (PSOL) e Soninha Francine (PPS) foram acompanhar a Parada na Avenida Paulista. José Serra (PSDB) desmarcou em cima da hora. Haddad havia viajado com a família. Gabriel Chalita (PMDB) marcou evento de pré-campanha no mesmo horário na zona leste.

 
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