China autoriza doação de sangue por lésbicas e mulheres bissexuais

Proibição, que durava 14 anos, não inclui gays, travestis, transexual e homens bissexuais sexualmente ativos.

Do Gay1 Mundo, com Agências Internacionais
Voluntário orienta chineses em posto de doação de sangue (Foto: AFP)Voluntário orienta chineses em posto de doação de sangue (Foto: AFP)
O Ministério da Saúde acabou com uma proibição que já durava 14 anos ao permitir que lésbicas e mulheres bissexuais sejam aptas a doar sangue, desde o dia 1 º de julho. A proibição, no entanto, ainda se aplica gays, travestis, transexual e homens bissexuais sexualmente ativos, já os celibatários estão autorizados a doar sangue, de acordo com o site do Ministério da Saúde.

A proibição original, promulgada em 1998, impedia que LGBTs pudessem doar sangue, por medo de transmissão do vírus do HIV. Xu Bin, uma proeminente ativista feminina dos direitos das lésbicas e mulheres bissexuais na China, disse ao site de notícias chinês “Global Times” que a mudança foi aplaudida pela classe, graças a sua importância para as lésbicas na China.

"É também importante para a nossa dignidade e sobre o fim da discriminação na doação de sangue" afirmou.

Xu, cujo apelido é “Xian”, tentou doar sangue pela primeira vez em 2008 depois do terremoto que atingiu a província de Sichuan. Na ocasião, ela soube da proibição e iniciou uma campanha contra ela.

"A proibição não é feita aos homossexuais, mas àqueles com certos comportamentos sexuais inadequados. A AIDS não é causada pela homossexualidade, mas por um comportamento sexual reprovável" argumentou “Xian” ao jornal.

O primeiro caso de AIDS na China surgiu na década de 1980, quando um turista argentino portador do vírus HIV morreu enquanto passava um feriado no país. Como em outras regiões do mundo, a epidemia gerou muita confusão, aumentada ainda mais após o governo negar que a doença havia chegado à China.

Mesmo assim, recentemente, organizações como a UNAIDS - programa das Nações Unidas de combate ao HIV e à AIDS - reconheceram os esforços do governo chinês no tratamento dos portadores da doença. Em junho, UNAIDS informou que seu diretor-executivo havia visitado o país e elogiado “os grandes investimentos da China em campanhas de prevenção e no tratamento da AIDS”.

A nova lei também estendeu para 60 anos a idade-limite dos possíveis doadores e a quantidade de sangue que pode ser doado - de 200 ml para 400 ml -, além de reduzir o período entre as doações.

 
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