Grupo de escoteiros dos EUA reafirma política de banir gays

Comitê formado por 11 líderes decidiu que política é melhor para grupo.
Regra vem sendo questionada por membros e grupos de defesa de LGBTs.


Da AP
Dakota Cochrane lutador TUF (Foto: Divulgação)Jennifer Tyrrell, que foi expulsa de grupo de escoteiros por ser lésbica, e o filho Cruz Burns, em foto de 25 de abril (Foto: Bebeto Matthews / AP)
Após uma discussão interna de dois anos, os Garotos Escoteiros dos Estados Unidos decidiram, nesta terça-feira (17), reafirmar enfaticamente sua política de exclusão de gays, descartando qualquer alteração, a despeito das campanhas de protesto.

Um comitê de 11 membros, formado por lideranças dos escoteiros em 2010, “chegou à conclusão que a política é absolutamente a melhor política para os Garotos Escoteiros dos EUA”, disse o porta-voz da organização, Deron Smith.

Segundo o porta-voz, o comitê, formado por profissionais escoteiros e voluntários, foi unânime na conclusão, que mantém uma política de muitos anos confirmada pela Suprema Corte dos EUA em 2000 e que tem gerado controvérsia desde então.

Como resultado da decisão, a executiva nacional dos escoteiros não analisará mais uma resolução apresentada recentemente que pede que seja reconsiderada a política “antigay”.

O grupo de escoteiros não identificou os integrantes da comissão, mas diz no comunicado que eles representam “uma diversidade de perspectivas e opiniões”.

O chefe-executivo do grupo, Bob Mazzuca, disse que a maioria das famílias de escoteiros apoiam a política, que se aplica a líderes ou escoteiros comuns.

“Nem todos os membros concordam pessoalmente com esta política, e talvez escolham uma direção diferente para suas organizações, mas a liderança dos Garotos Escoteiros dos EUA concorda que essa é a melhor política para nossa organização”, diz o texto.

Desde 2000, o grupo vem sendo alvo de campanhas de protesto e conflitos com leis locais de não-discriminação devido à política de não adesão.

Em maio deste ano, o escoteiro Zach Wahls, 20, filho de um casal gay, recolheu 280 mil assinaturas em uma petição pedindo a mudança da política "antigay" do grupo.

O documento também quer que Jennifer Tyrell, mãe de um escoteiro de sete anos que teria sido expulsa do grupo em abril por ser lésbica, seja reintegrada.

O escoteiro Zach Wahls, 20, filho de pais gays, que reuniu 280 mil assinaturas em petição pela mudança de políticas em relação a LGBTs (Foto: Reuters)O escoteiro Zach Wahls, 20, filho de pais gays, que reuniu 280 mil assinaturas em petição pela mudança de políticas em relação a LGBTs (Foto: Reuters)
 
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