Após aprovar nova lei, Buenos Aires tem sua primeira professora transexual

Agência EFE
Melisa se tornou a primeira professora primária transexual de Buenos Aires (Foto: Clarín web TV/Reprodução)Melisa, que se chamava José, se tornou a primeira professora primária transexual de Buenos Aires
(Foto: Clarín web TV/Reprodução)
Após as férias escolares de inverno na Argentina, onde uma lei que reconhece a escolha de 'identidade de gênero' foi aprovada no último mês de maio, Melisa se tornou a primeira professora primária transexual de Buenos Aires ao se apresentar com sua nova certidão, informou a imprensa local nesta terça-feira.

Melisa, que anteriormente se chamava José, resolveu alterar seu nome na certidão de identidade após a aprovação da nova lei e depois de ter comunicado sua decisão às autoridades educativas da capital argentina, que aceitaram a mudança proposta pela professora.

'Minha obrigação de ser coerente com meus sentimentos mais profundos me levou a dar este passo transcendente em minha vida, uma vida que nunca seria plena se eu não manifestasse a essência do meu próprio ser, que é profundamente feminino', declarou Melisa em uma carta às autoridades educativas.

Em declarações ao jornal 'Clarín', a professora transexual, que leciona há 22 anos e também realiza oficinas de xadrez em diversas escolas públicas de Buenos Aires, contou que faz oito anos que 'se sente uma mulher com órgãos genitais masculinos'.

'Finalmente, eu posso dormir tranquila', assinalou Melisa, cujo sobrenome não foi divulgado.

Enrique Samar, diretor da escola portenha onde Melisa trabalha, assegurou que a maioria dos pais e meninos aceitou essa decisão, a qual foi comunicada às famílias dos alunos no mesmo dia em que eles souberam da nova identidade de sua professora.

No último mês de maio, o Senado argentino aprovou por unanimidade uma reforma do Código Civil que outorga o direito das pessoas ao 'reconhecimento da identidade de gênero'. Desta forma, as pessoas podem alterar seus nomes em seus documentos identificação.

Essa iniciativa também se adéqua com a lei aprovada pelo Parlamento argentino em 2010, a qual respalda o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a primeira deste tipo na América Latina. EFE

 
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