DF tem a segunda maior taxa de denúncias feitas por LGBTs

Por Ana Pompeu e Ariadne Sakkis da edição de impressa do Correio Braziliense
(Foto: Rreprodução)(Foto: Rreprodução)
O debate sobre os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nunca esteve tão atual. Em maio de 2011, o grupo comemorou uma conquista histórica depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Em novelas, um mordomo gay e uma cabeleireira travesti conquistaram o público e um lugar de destaque nas tramas. As marchas e paradas LGBTs estão mais frequentes e populosas. Aparentemente, tudo isso dá a entender que o país está pacificado quanto à diversidade sexual. Mas a realidade é entremeada de insegurança jurídica, violência psicológica, preconceito e discriminação em relação ao grupo.

Um relatório inédito feito pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) traçou o primeiro mapa oficial de denúncias relacionadas à violência motivada por identidade sexual no país. Nele, o Distrito Federal aparece como a segunda unidade da Federação com maior taxa de ocorrências, com 8,75 episódios de violação de direitos a cada 100 mil habitantes. A proporcionalidade só é maior no Piauí, onde o número fica em 9,23. Os mecanismos de denúncia de violação de direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais contabilizaram 223 ligações do DF no ano passado. A maioria dos episódios descrevia violência psicológica, com 91 casos, e discriminação, com 70. As autoridades tomaram conhecimento de pelo menos 24 situações em que homofobia se transforma em agressão física.

 
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