Alunos vão à UFMA de saia para protestar contra morte de jornalista

Protesto é contra assassinato de Lucas Fortuna, morto em Pernambuco.
Movimento é realizado durante toda semana em vários Estados.


Por Teresa Dias
Estudantes de quatro cursos da UFMA utilizam saias em protestos contra a homofobia (Foto: Teresa Dias)Estudantes de quatro cursos da UFMA utilizam saias em protestos contra a homofobia (Foto: Teresa Dias)
Quem andou nesta semana pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, possivelmente deparou com uma cena inusitada: rapazes usando saias pelo campus. A atitude faz parte do "Tirem suas saias do armário", protesto nacional organizado por universitários contra a morte do jornalista goiano Lucas Fortuna, de 28 anos. Ele era gay e militante LGBT, e foi encontrado sem vida em uma praia de Calhetas, em Cabo de Santo Agostinho (PE), na manhã de 18 de novembro. A polícia pernambucana está em fase de investigação para saber se houve assassinato com motivação homofóbica.

Protesto é realizado por estudantes de Geografia, Enfermagem, Comunicação e Ciências Sociais (Foto: Teresa Dias)Protesto é realizado por estudantes de Geografia, Enfermagem, Comunicação e Ciências Sociais (Foto: Teresa Dias)
Para homenagear Lucas, durante toda esta semana alunos de cursos como Comunicação Social, Enfermagem, Geografia e Ciências Sociais foram às aulas de saia, peça usada pelo goiano em encontros estudantis em que era discutida a diversidade sexual.

Nenhum dos jovens conhecia o rapaz morto, mas eles dizem ter tomado a dor dos parentes e amigos. “A intolerância é a degradação do ser humano. O mais importante aqui é levantar o respeito ao ser humano em si. É um momento de questionar o que somos como sociedade”, afirmou Anderson França, de 22 anos, aluno do curso de Rádio e TV.

A manifestação causou curiosidade entre os alunos da UFMA. “Todo mundo fica olhando e achando esquisito, mas entendem quando explicamos o motivo. Sou da Igreja e minha própria família também estranhou no começo, mas creio que temos que nos engajar e chamar a atenção para as boas causas. É nossa missão”, disse Moysan Alves, de 22 anos, estudante de jornalismo.

Esta sexta-feira (30) é o último dia do protesto, que também apoia a aprovação do Projeto de Lei 122, que torna crime a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.

 
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