Casamento igualitário gera oportunidade de negócios nos EUA

Da Agência EFE
Casal oficializa união em NY (Foto: Getty Images)Casal oficializa união em NY (Foto: Getty Images)
A crescente aceitação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos, legalizados em mais três Estados nas últimas eleições gerais, vai representar um "boom" para o milionário negócio de organização de festas no país. Se apenas a metade dos pouco mais de 781 mil casais homoafetivos nos EUA tivesse o direito de contrair matrimônio e o aproveitasse, os casamentos igualitários fariam a alegria de uma indústria abatida que registraria uma receita adicional de pelo menos US$ 10 bilhões, segundo calculou a revista Forbes. O casamento entre pessoas do mesmo sexo representa um mercado emergente para uma indústria que durante décadas gerou milhões de dólares entre os casais heterossexuais.

Eleitores em Maryland, Washington e Maine aprovaram diversas iniciativas no último dia 6 de novembro nas quais aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Com isso, os serviços dedicados a planejar com detalhe as festas de matrimônio, da escolha dos hotéis aos quitutes, já se preparam para lucrar.

O Instituto Williams da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), informou em seu site que esses três estados poderiam gerar pelo menos US$ 166 milhões nos primeiros três anos em vigor da medida.

De acordo com o texto das iniciativas, casais do mesmo sexo já vão poder subir ao altar a partir do mês próximo em Washington, e no mês seguinte, janeiro de 2013, em Maryland e no Maine. Ainda segundo o Instituto Williams, 1.979 casais do mesmo sexo devem se casar no Maine nos primeiros três anos, de um total de 3.958, e a previsão é de que gastem US$ 15,5 milhões.

Em Maryland, o número de casais do mesmo sexo previstos para se casar é de 6.269, de um total de 12.538. Juntos esses casais gastariam US$ 62,6 milhões nesse mesmo período. Já em Washington, de um total de 19.003 casais do mesmo sexo, a previsão é de que cerca de 9.501 se casariam entre 2013 e 2016 e investiriam em suas festas de união cerca de US$ 88,5 milhões, segundo estimativas do Instituto Williams.

A entidade fez suas previsões de acordo com os dados do censo de 2010, com a média das despesas das festas nesses três estados e com os relatórios de turismo estaduais. Esses números, no entanto, representam somente a metade do total de casais que pensam em se casar nos primeiros três anos em vigor da lei, que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Maryland, Washington e Maine, por isso o número poderia facilmente dobrar.

Os cálculos também não levam em conta os cidadãos desses estados que já se inscreveram como "casais domésticos" ou que já realizaram alguma cerimônia de casamento. Para Lee Badgett, diretor de pesquisas do Instituto Williams, a despesa adicional dos casais do mesmo sexo acarretaria uma longa lista de lucro em potencial: aumento de receita empresarial, geração de empregos, além de um aumento na arrecadação de impostos locais e estaduais.

Segundo o site "Costofwedding.com", os casais americanos gastam, em média, US$ 25.631 nos seus casamentos, um valor que não contempla o custo da viagem de lua de mel. A lista de despesas inclui a compra do traje, o aluguel de limusines e salões de recepção, agências de viagens, calçados, floriculturas, papelarias, restaurantes, confeitarias, decoradores, fotógrafos, alfaiatarias e bandas musicais.

Nos EUA, cresce o número dos chamados organizadores de casamento. Mas eles também têm seu preço, dependendo do gosto e do bolso do cliente. O apoio nas urnas às uniões entre pessoas do mesmo sexo é significativo porque, até agora, a maioria da população tinha se mostrado contra autorizá-los quase todas as vezes que o apoio foi submetido à consulta. Por isso, os avanços nessa questão tinham sido por via judicial ou legislativa.

Agora, após a eleição da semana passada, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já é legal também em Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e no Distrito de Colúmbia, enquanto em outros cinco estados são permitidas uniões civis, mas esse ainda não é um direito reconhecido pelo Governo Federal.

 
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