Parada LGBT arrastou multidão de um milhão e meio na orla de Copacabana

O tema desta edição foi “Coração não tem preconceitos. Tem amor”.

Do Gay1, fotos por Alexandre Durão
O tradicional bandeirão com as cores do arco-íris não resistiu à animação do público, que abriu um buraco no adereço (Foto: Alexandre Durão)O tradicional bandeirão com as cores do arco-íris não resistiu à animação do público, que abriu um buraco no adereço (Foto: Alexandre Durão)
Começou por volta das 16h deste domingo, na orla de Copacabana, a 17ª Parada do Orgulho LGBT. Programada para 15h, o evento teve início com cerca de uma hora de atraso. Os trios elétricos, enfeitados com as cores da tradicional bandeira do movimento, desfilaram pela Avenida Atlântica ao som de muita música. Segundo estimativa dos organizadores, o evento reuniu cerca de um milhão e meio de participantes.

Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais pediram, mais uma vez, respeito ao amor e à diversidade. Com o tema “Coração não tem preconceitos. Tem amor”, a parada foi comandada pelo Grupo Arco-Íris e Instituto Arco-Íris, com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Neste ano, a novidade ficou por conta da ampliação dos serviços de cidadania e saúde, que começaram às 9h, no Posto 5. Pela manhã, quem passou pela Avenida Atlântica teve acesso a serviços como vacinação contra hepatite B, oferecida na tenda da Secretaria Municipal de Saúde. Ao todo, onze barracas foram instaladas na orla do bairro. Nelas, interessados também podiam retirar Carteira de Trabalho, fazer cursos e inscrição em cadastro de emprego da Secretaria Municipal de Trabalho. Na tenda da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), voluntários recolheram assinaturas para o estatuto da diversidade sexual.

À tarde, 15 trios elétricos percorreram a avenida, no sentido Leme, tocando os mais variados ritmos e atraindo uma multidão que dançava pela rua. Num dos caminhões, uma enorme bandeira com as cores do arco-íris trazia a mensagem Veta Dilma, numa referência à lei aprovada no congresso que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo e depende de aprovação da presidente.

Considerada a terceira maior manifestação da cidade, a Parada LGBT fez um alerta contra a homofobia. Somente no ano passado, 266 LGBTs foram assassinados no país por conta de sua orientação sexual, segundo levantamento das entidades. Por isso, na luta contra a discriminação, os organizadores contaram com a participação de heterossexuais de ambos os sexos e idades variadas, além de grupos de combate ao racismo, à intolerância religiosa e ao preconceito contra soropositivos. O movimento “Mães da Igualdade”, composto por mães de LGBTs, foi à frente da parada, abrindo caminho para derrubar o preconceito que existe dentro de casa.

Durante o evento, a Seop apreendeu mais de mil bebidas com ambulantes irregulares e multou mais de 400 veículos por estacionamento irregular.

O evento contou com dez ambulâncias espalhadas pela orla, além de posto médico na Av. Atlântica entre as ruas Figueiredo Magalhães e Santa Clara. A segurança teve efetivo de 1.100 homens, sendo 350 guardas municipais, 450 policiais militares e 300 seguranças particulares.



 
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