Polícia investiga suposto caso de homofobia na Gávea, Zona Sul do Rio

Designer passava em frente a um bar e foi atacado pelas costas.
Vítima tem dificuldades para enxergar e está com coágulo na cabeça.

Dakota Cochrane lutador TUF (Foto: Divulgação)
Do Gay1 RJ, com informações e vídeo do RJTV

A 15ª DP (Gávea) investiga um caso de homofobia ocorrido na Gávea, na Zona Sul do Rio. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança da região do Baixo Gávea para tentar identificar os agressores do designer de interiores Gláucio Veiga Mattos. A vítima foi agredida em frente a um bar. Se os agressores forem identificados, eles vão responder por lesão corporal.

Gláucio teve vários ferimentos pelo corpo, principalmente nos joelhos, nas costas e na cabeça, como mostrou o RJTV, da TV Globo. Ele ainda tem dificuldade para enxergar. Além de traumatizado, o designer de interiores está preocupado com um pequeno coágulo que foi diagnosticado na cabeça. O coágulo não reduz e se não apresentar melhoras, ele terá de ser internado.

Gláucio registrou um boletim de ocorrência e já prestou depoimento à polícia. Ele acredita que foi agredido porque é gay. “Estava passando e disseram que não queriam gay por lá. Aí, senti a porrada”, contou a vítima.

Gláucio estava passando em frente a um bar, no Baixo Gávea, quando foi surpreendido pelas costas. Ele levou chutes, pontapés e desmaiou. As pessoas que assistiram a cena chamaram uma ambulância e ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Zona Sul.

O delegado da 15ª DP Fábio Barucke acredita que os agressores não sejam da região. "Foi uma ação isolada de um grupo, de um público que não frequenta o espaço democrático que é o Baixo Gávea", disse o delegado.

De acordo com o Centro de Referência da Cidadania LGBT, a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais representou quase 30% dos atendimentos entre 2010 e 2011.

Gláucio é pai de dois filhos. Já foi casado. Ele assumiu sua orientação sexual há cinco anos. Ele ficou assustado com esse tipo de atitude em uma cidade tão receptiva a todos os tipos de público.

“Isso não pode acontecer numa cidade como o Rio", lamentou a vítima.

 
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