Governo britânico apresenta projeto de lei que permite casamento igualitário

A norma não exige que clérigos da Igreja Anglicana tenham que realizar as cerimônias.

Do Gay1, com agências internacionais
O cantor britânico Elton John (à esquerda) na cerimônia civil em que casou com David Furnish em Windsor, na Inglaterra, em 2005 (Foto: Kieran Doherty / REUTERS)O cantor britânico Elton John (à esquerda) na cerimônia civil em que casou com David Furnish em Windsor, na Inglaterra, em 2005 (Foto: Kieran Doherty / REUTERS)
O governo britânico apresentou nesta sexta-feira um projeto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e será votado no Parlamento no mês que vem. A norma, no entanto, não exige que clérigos da Igreja Anglicana - a religião oficial do país - tenham que realizar as cerimônias, um dos principais entraves à aprovação.

Apoiado pelo primeiro-ministro, David Cameron, e pela maioria dos legisladores do Partido Democrata, a norma deve provocar forte discussão na Câmara dos Comuns, a Câmara Baixa do Parlamento, onde um número significativo de deputados conservadores se opõem ao casamento igualitário. A primeira discussão e votação está prevista para 5 de fevereiro.

Em entrevista à BBC Radio 4, a secretária de Cultura, Maria Miller, afirmou que a norma visa a garantir tratamento “igual e justo” aos casais do mesmo sexo, ao mesmo tempo que garante autonomia para as instituições religiosas que não queiram realizar as cerimônias em suas instalações.

"Nós sentimos que o casamento é uma coisa boa e devemos incentivar mais pessoas a se casar. É exatamente o que as propostas que estão sendo apresentadas hoje irão fazer. Mas queremos assegurar que iremos não só reconhecer os direitos dos casais do mesmo sexo na vida civil, mas também garantir que igrejas não sejam obrigadas a realizar as cerimônias" afirmou.

Desde que a união igualitária passou a ser permitida no Reino Unido - apenas como união civil, e não casamento -, mais de 106 mil uniões entre pessoas do mesmo sexo foram oficializadas no país, número dez vez maior do que o esperado pelas autoridades. Os casais que já contam com o status de união civil poderão convertê-la em casamento, caso a reforma for aprovada.

 
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