Jean Wyllys esclarece polêmica sobre declaração de que 60% dos homens do Congresso usam prostitutas

Do Gay1 
O deputado federal no Plenário do Congresso, durante sessão (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)O deputado federal no Plenário do Congresso, durante sessão (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)
Um comentário feito pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) durante entrevista sobre o Projeto de Lei 4211/2012, que busca regularizar a atividade de profissionais do sexo, gerou polêmica e vem sendo repercutido de forma sensacionalista por alguns veículos de imprensa. Vejam abaixo a resposta do deputado.

“Está claro – até porque usei o verbo no futuro do pretérito (“diria que 60%…”), tempo verbal que torna relativa e incerta qualquer afirmação – está claro que eu não me referi a estatísticas precisas, levantadas por institutos de pesquisas. Considerando que jornalistas fossem capazes de levar em conta essa nuanças da Língua, espantou-me a maneira literal como parte da imprensa interpretou essa frase.

Na verdade, eu sei que essa parte da imprensa, até por estar em jogo os direitos de uma minoria difamada (as prostitutas), investiu na cobertura sensacionalista que sempre gera audiência, mas também histeria. É óbvio que a referência a 60% queria dizer “a maioria”; e que essa percepção de que boa parte dos homens já recorreu a serviços de prostitutas não é só minha nem é mentira, por mais indignados que os autoproclamados paladinos da “moral” e dos “bons costumes” tenham se mostrado indignados com ela.

Essa percepção é fruto da realidade que vemos todos os dias, das conversas que ouvimos, da literatura que lemos e dos filmes a que assistimos: sim, as prostitutas existem e a maioria dos homens recorre aos seus serviços! De mais a mais, o fato de que parlamentares recorrem a serviços de prostitutas já foi divulgado diferentes vezes por diferentes veículos de comunicação. É só procurar por essas matérias.

Por fim, gostaria de ver os deputados que se inflamaram com a estatística imprecisa indignados com o que realmente importa: por exemplo, com o fato de os prováveis novos presidentes da Câmara e do Senado estarem envolvidos em denúncias de corrupção e com o fato de muitos dos parlamentares terem vendido seus votos em matérias importantes”


 
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