Parlamento da Rússia aprova lei contra 'propaganda homossexual'

Do Gay1, com agências internacionais
Ativistas LGBTs protestam em frente ao parlamento russo contra aprovação da lei (Foto: Mikhail Metzel/Associated Press)Ativistas LGBTs protestam em frente ao parlamento russo contra aprovação da lei (Foto: Mikhail Metzel/AP)
O Parlamento da Rússia aprovou nesta sexta-feira, em primeira leitura, o projeto de lei que proíbe a chamada "propaganda da homossexualidade", que limita atos públicos e manifestações de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

A medida faz parte de uma série de leis criadas pelo governo do presidente Vladimir Putin diminuindo os direitos de LGBTs na Rússia, um dos países mais preconceituosos em relação à orientação sexual da Europa.

A proposta foi aprovada com 388 votos a favor, um contra e uma abstenção. O projeto de lei ainda passará pela Câmara alta do Parlamento antes de ser enviado à sanção de Putin.

Caso aprovada, permitirá a cobrança de multas de até 50 mil rublos (R$ 3.379) por manifestações, atos de campanha e ativismo pelo fim da homofobia.

Durante o debate no Parlamento, o deputado do governista Rússia Unida Serguei Dorofeyev disse que era preciso proteger crianças e adolescentes do que chamou de "consequências da homossexualidade".

A deputada Elena Mizulina, do Rússia Justa, considerou que a exposição das crianças demonstrações afetivas com pessoas do mesmo sexo "limitam o direito dos menores a se desenvolverem livremente".

Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais sofrem forte discriminação na Rússia, um dos países mais homofóbicos da Europa. Até 1993, ter relações com pessoas do mesmo sexo era crime e até 1999 era considerado uma doença mental.

Protestos
Enquanto acontecia a sessão no Parlamento, ativistas LGBTs foram agredidos por cristãos ortodoxos pela segunda vez nesta semana. O estopim das agressões foi o beijo dado por mulheres na porta da casa legislativa.

Em seguida, os simpatizantes da lei começaram a jogar ovos, tinta, e tentaram atacar o grupo, mas foram impedidos pela presença policial. Os agentes prenderam os manifestantes mais exaltados e os militantes foram dispersados.

A Igreja Ortodoxa Russa pediu para que a nova lei seja estendida por toda a Rússia, ela que já vigora em outras cidades, como São Petesburgo, a segunda maior do país.

 
Encontre-nos no Google+