Alunos entregam documento com 24 medidas contra à homofobia na UnB

Texto pede punição a agressores e cartilhas de combate ao preconceito.
Instituição disse que encaminhamentos dos pedidos estão em andamento.


Do Gay1 DF
Estudantes da UnB reunidos na última sexta-feira (22) para discutir medidas contra a homofobia (Foto: Raquel Morais)Estudantes da UnB reunidos na última sexta-feira (22) para discutir medidas contra a homofobia
(Foto: Raquel Morais)
Estudantes da Universidade de Brasília entregaram um documento com 24 reivindicações no combate ao preconceito de gênero, raça, classe e orientação sexual. Elaborado em assembleia na sexta, o texto pede melhorias na iluminação, retirada da Polícia Militar do campus, punição a agressores e distribuição de cartilhas contra homofobia. A mobilização foi motivada pela agressão a uma aluna de agronomia, ocorrido em um estacionamento da instituição no dia 18.

De acordo com a instituição, os encaminhamentos dos pedidos estão em andamento. Na sexta a decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, anunciou a criação da Diretoria da Diversidade como "forma de dar resposta imediata" às manifestações de intolerância ocorridas dentro da instituição. Ela disse também que vai ser criado um disque-denúncia para receber relatos de intolerância, mas não deu data para o serviço começar a funcionar.

Nos últimos 50 dias, além do registro de espancamento a uma aluna motivado pelo fato de ela ser lésbica, o centro acadêmico de direito recebeu pichações ofensivas. A sindicância sobre a agressão à garota foi aberta na quinta. Já autoria das pichações é investigada desde janeiro por uma comissão da universidade.

Segundo a decana, o objetivo da criação da diretoria é evitar novos ocorrências e acelerar as punições caso aconteçam outros casos de intolerância na universidade. A diretoria deve começar a funcionar em abril e também vai abordar questões étnicas e de gênero.

Estudante de serviço social e membro da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres, Luth La Porta afirmou durante a discussão na sexta-feira que há vários casos "menores" que acontecem diariamente, mas que não ganham repercussão.

"A gente tem muito medo. Cada caso que a gente fica sabendo, a gente fica muito abalado. A gente tem medo de vir estudar, porque não sabe como vai voltar para casa, se vai estar machucado ou mesmo vivo", disse.

 
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