Jovens usam Papa para justificar agressão homofóbica a argentino gay

Estudante de 21 anos recebe golpes na cabeça quando estava em festa de colégio com o namorado.

Do Gay1, com Agências
Presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o papa Francisco após missa inaugural do pontificado na Praça São Pedro (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o papa Francisco após missa inaugural do pontificado na Praça São Pedro (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Um jovem argentino gay foi agredido por dois estudantes que gritavam “O Papa é argentino, não pode haver veados argentinos”, de acordo com informações do jornal “La Nación”. Pedro Robledo, de 21 anos, denunciou a agressão ocorrida na noite deste domingo durante uma festa privada de alunos do colégio Marín, na cidade de San Isidro, ao Norte de Buenos Aires.

"Estava de mãos dadas com o meu namorado e um menino se aproximou dizendo que tínhamos que ficar separados porque era uma casa católica" contou Robledo em uma entrevista ao canal C5N.

Robledo disse que, em um momento da noite, o casal se distanciou do grupo de amigos, mas foi abordado por duas pessoas e recebeu um forte golpe na cabeça:

"Veados de merda, saiam daqui, é uma casa católica... O Papa é argentino, não podem haver veados argentinos. Saim daqui, é uma casa católica" lembrou Robledo o que teriam dito os agressores.

O jovem lamentou o episódio e disse que o “pior foi usarem o nome do Papa”. Seus amigos intervieram e um dos agressores foi identificado como Juan Ignacio Amenábar, segundo declarações de Robledo à TV.

 
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