Lenda da F1, Stirling Moss não quer ator gay em seu papel no cinema

Declaração gera polêmica e indignação entre lideranças LGBT. Após gafe, ex-piloto britânico pede desculpas e diz que 'espírito pobre' o interpretou mal.

Do Gay1
Sir Stirling Moss, lenda da Fórmula 1 (Foto: Getty Images)Sir Stirling Moss, lenda da Fórmula 1 (Foto: Getty Images)
O ex-piloto britânico Stirling Moss gerou polêmica ao dizer que não gostaria que um ator gay o interpretasse no cinema. A declaração feita no Hall da Fama do Automobilismo, em Londres, gerou uma repercussão negativa e ele precisou se retratar publicamente, revelando não ter nada contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Aos 83 anos, a lenda da Fórmula 1 disse ainda que tem muitos amigos gays e que não teve a intenção de ser homofóbico. Moss é considerado por muitos o melhor piloto que nunca ganhou um título, sendo quatro vezes vice-campeão entre 1955 e 1958, época em que Juan Manuel Fangio estava no auge.

Tudo começou quando ele ficou sabendo que o ator australiano Chris Hemsworth, do filme 'Thor', interpretaria o campeão James Hunt em uma história sobre a rivalidade com Niki Lauda no filme 'Rush'. Mulherengo assumido, Moss admitiu que preferiria que um heterossexual interpretasse o seu papel e usou um termo pejorativo para se referir aos gays: 'poofer'.

"Gostaria que o ator que me interpretasse fosse masculino, não uma 'bicha' ou algo do gênero. Acho que seria difícil para alguém que é homossexual ser persuasivo nesse papel, porque eu passei a minha vida dirigindo carros e correndo atrás de mulheres" afirmou Moss ao jornal britânico 'Mirror'.

De acordo com o diário 'Daily Mail', lideranças do movimento LGBT criticaram a declaração do ex-piloto, como o ativista de direitos humanos Peter Tatchel, lamentando que um herói tenha usado uma 'linguagem vulgar e homofóbica'.

"É uma pena que um herói do esporte britânico tenha usado essa linguagem vulgar e homofóbica. Preconceito não tem lugar no esporte" repudiou Tatcher.

A repercussão entre os formadores de opinião e a imprensa mundial obrigou Moss a se retratar. O ex-piloto pediu desculpas, mas se mostrou indignado pela 'pobreza de espírito' ao interpretar a declaração como uma ofensa.

"Sinto muito se ofendi alguém, mas estou decepcionado por alguém ser tão pobre de espírito ao tomar isso como ofensa. Não tive essa intenção. Eu tenho amigos homossexuais, não há nada de errado com isso" diz Moss.

Com 16 vitórias na Fórmula 1, o ex-piloto se despediu das pistas em 1962, quando ficou em coma depois de um grave acidente.

 
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