Marco Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos

Após discussão, deputados saíram da sessão contra a eleição do pastor.
Parlamentar publicou em 2011 mensagens homofóbicas e racistas.

Marco Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos
Por Felipe Néri
Com protestos de manifestantes (Vídeo: Felipe Néri)
Ainda sob protestos de manifestantes e pedidos de deputados para que a sessão fosse encerrada, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados elegeu, na manhã desta quinta-feira (7), o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir o colegiado. A vice-presidência ficará a cargo de Antônia Lúcia (PSC/AC). A votação ocorreu com 11 votos favoráveis, dos 17 membros do colegiado.

A eleição foi iniciada após a saída da sessão de deputados contrários à escolha de Feliciano, indicado pelo PSC para ocupar o cargo. O ex-presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), renunciou ao cargo momentos antes da votação e se recusou a dar continuidade à sessão. “Me retiro nesse momento em nome do PT e me retiro em meio a uma ditadura que foi estabelecida aqui”, disse o deputado.

A sessão desta quinta foi convocada pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) após ter sido cancelada nesta quarta devido a discursos e protestos contra a indicação de Feliciano. Nesta quinta, a sessão teve início por volta das 9h15 com os dois acessos à sala onde ocorria a reunião bloqueados para impedir a entrada de manifestantes.

Pastor da igreja Assembleia de Deus, o deputado causou polêmica em 2011, quando fez declarações polêmicas em sua conta no microblog Twitter sobre africanos e LGBTs. "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc", escreveu o deputado na ocasião.

Ele também havia publicado na rede social que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição".

 
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