Jovem de 19 anos diz ter sido espancado por ser bissexual: 'Processarei'

Agressão ocorreu em terminal urbano de Cascavel, no oeste do Paraná.
Vítima relatou que apanhou duas vezes, no intervalo de uma semana.


Por Cassiane Seghatti
Maisson Dydimes Portes, de 19 anos, contou que é bissexual e que os rapazes o agrediram por esse motivo (Foto: Arquivo Pessoal)Maisson Dydimes Portes, de 19 anos, contou que é bissexual e que os rapazes o agrediram por esse motivo (Foto: Arquivo Pessoal)
Um recepcionista de um hotel de Cascavel, no oeste do Paraná, afirmou que foi vítima de dois ataques homofóbicos no Terminal Urbano Leste, no intervalo de uma semana. Ao site G1, Maisson Dydimes Portes, de 19 anos, contou que é bissexual e que os rapazes o agrediram por esse motivo.

Ele garantiu que nunca havia visto os agressores. “Só sei o bairro onde eles moram. Nunca tinha visto”, complementou. Quando os suspeitos forem identificados, Portes pretende processá-los. “Assim que eu ficar sabendo quem são, nome e endereço, vai haver, sim, o processo”, disse. Até as 14h desta terça-feira (23) os rapazes ainda não haviam sido identificados pela Polícia Civil, que investiga o caso.

Segundo o jovem, o primeiro ataque aconteceu no sábado (13), também no Terminal Urbano Leste, quando um homem se aproximou e começou a xingá-lo. “Ele atirou um copo na lotação [ônibus] e quebrou o vidro. O motorista teve que parar o ônibus e eu desci. Ele desceu também e nós brigamos”, lembrou. Desta vez, Portes ficou com um arranhão no rosto.

No sábado (20), Portes voltava do trabalho por volta das 23h15 e, novamente, foi agredido pelo mesmo rapaz e outro amigo dele. “Eu desci do ônibus e estava ele e mais quatro amigos dele me aguardando. Eu passei e nem olhei, já para não ter motivo. Daí, ele me chamou para conversar e viu que eu não queria brigar. (...) Ele me xingou de novo e me agrediu”, assegurou. Os agressores bateram na vítima no rosto e nas costas.

Portes disse que pessoas que estava no local seguraram os agressores, que fugiram. Em seguida, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência.

A vítima também contou que esta foi a primeira vez que as agressões se tornaram físicas. “De chegar a agressão física foi a primeira vez, mas verbal é frequente”, afirmou.

 
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