Madonna é acusada de fazer shows ilegalmente na Rússia por deputado 'anti-gay'

Cantora tinha visto para atividades humanitárias e culturais, disse deputado.
Ela apresentou sua turnê em São Petersburgo e em Moscou em agosto.


Da France Presse

Madonna se apresenta em Santiago, no Chile (Foto: Francesco Degasperi/AFP)Madonna se apresenta em Santiago, no Chile (Foto: Francesco Degasperi/AFP)
Um deputado russo, autor de uma polêmica lei "anti-gays" em São Petersburgo, acusou nesta terça-feira (16) a cantora americana Madonna de ter trabalhado ilegalmente em dois shows que fez na Rússia em 2012, durante os quais defendeu os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e as integrantes do Pussy Riot.

"Em agosto de 2012, o tipo de visto de Madonna permitia a ela realizar atividades humanitárias e culturais, mas não comerciais", declarou à AFP Vitali Milonov, deputado local do partido governante Rússia Unidade. Trata-se de um visto de três meses a título de "intercâmbios culturais", ou seja, "um visto que não permite trabalhar ou ganhar dinheiro na Rússia", explicou o deputado.

No entanto, Madonna fez dois shows, um em São Petersburgo e outro em Moscou em agosto, "nos quais ganhou milhões", afirmou Milonov. Durante estes shows, a estrela do pop defendeu os direitos LGBT e deu seu apoio às três cantoras punk do grupo Pussy Riot, condenadas por terem criticado o presidente Vladimir Putin.

Organizações ultranacionalistas russas apresentaram uma demanda perante um tribunal de São Petersburgo exigindo da cantora 333 milhões de rublos (8,5 milhões de euros) por perdas e danos, mas a ação foi rejeitada.

Uma lei adotada em fevereiro de 2012 em São Petersburgo por iniciativa de Milonov castiga nesta região qualquer ato público que promova a homossexualidade, um texto denunciado pelos defensores das liberdades.

 
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