Clientes de boate LGBT ganham até 30% de desconto em loja de eletrônicos

Parceria é feita entre The Week e Fast Shop.

POR CHICO FELITTI
Pista externa da boate The Week, na Lapa paulistana (Foto: Julia Moraes)Pista externa da boate The Week, na Lapa paulistana (Foto: Julia Moraes)
A TV de LED, com 55 polegadas, sairia por R$ 7.499 se comprada junto com a máquina de café expresso de design arrojado. A não ser que o cliente fosse frequentador assíduo da boate The Week, na Lapa (zona oeste de São Paulo). Daí o conjunto fica por R$ 6.110,52 na Fast Shop.

A parceria entre a rede de lojas de eletrodomésticos e a boate voltada para o público LGBT foi anunciada hoje. Só está disponível para clientes VIP da casa noturna, que recebem um cartão de fidelidade chamado "black".

"Estamos levando essa ideia de a The Week ser um clube para além da noite. Não só desconto em entradas de festas, mas também parceiros nossos", diz André Almada, sócio da boate, que tem uma filial no Rio e promove festas em Florianópolis.

O grupo contratou um profissional para buscar marcas que se dispusessem a dar descontos para os baladeiros de carteirinha. No total, há 4.000 cartões "black" em circulação --2.500 deles na cidade de São Paulo.

A ideia de selar um acordo com a loja de eletrônicos veio da boate. "Fizemos um 'brainstorm' de marcas parceiras que queríamos ter. O que o gay ou qualquer homem solteiro vai precisar, quando está montando uma casa?"

Mais parceiros
Desconto na loja de eletrônicos não é o único benefício concedido aos cliente mais importantes da casa aberta na Lapa há oito anos.

O grupo hoteleiro Accor dá 30% de desconto na estada em todos os hotéis da América Latina. A linha aérea South African deduz 10% do valor das passagens. A academia Gaviões, no centro, concede 40% de desconto para o plano anual. A grife Dudalina, reduz os preços em 15%. Pacotes da Tam Viagens ficam 10% mais em conta.

O contato com empresas está sendo tranquilo, diz Almada. Ainda assim, houve um caso ou outro de preconceito velado. "A [academia] Bio Ritmo tinha topado fazer um desconto, mas, do nada, voltou atrás e declinou. Algumas marcas ainda têm certo preconceito ou medo de que o estabelecimento fique com fama de gay."

Procuradas, Fast Shop e Bio Ritmo não responderam até a publicação desta matéria.

 
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