Embaixadas hasteiam bandeira do arco-íris em comemoração ao 17 de maio

Reino Unido, Países Baixos, Bélgica e Suécia levantam a bandeira arco-íris.

Do Gay1 DF
Bandeira que representa o movimento LGBT fica ao lado da bandeira britânica (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)Bandeira que representa o movimento LGBT fica ao lado da bandeira britânica (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Para marcar o Dia Internacional contra à Lesbofobia, Homofobia, Bifobia e Transfobia, no dia 17 de maio, as Embaixadas da Bélgica, Suécia, Reino dos Países Baixos e Reino Unido hastearam a bandeira do movimento LGTB em Brasília.

Os direitos LGBT têm alta prioridade na política externa desses governos europeus. O foco está no diálogo internacional para abolir a criminalização da homossexualidade, na luta contra a discriminação com base na orientação sexual e na aceitação social das pessoas LGBT.

O Dia Internacional contra a Homofobia foi comemorado pela primeira vez em 2004 e atualmente é comemorado em quase 100 países. Ao falar sobre a importância da data, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse, na Cidade do Panamá, que os países são obrigados pelo direito internacional a proteger lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais de perseguições, discriminações, tortura e qualquer tipo de violência.

Segundo Navi, já foram registrados passos importantes para diminuir a discriminação, mas o assunto continua requerendo ações urgentes. Citou os países que punem a homossexualidade como crime e aqueles que ainda negam direitos fundamentais para LGBT.

O Brasil não figura entre os melhores exemplos. Uma demonstração disso é que, embora a Organização Mundial de Saúde tenha eliminado em 1990 a homossexualidade da lista de doenças mentais, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pelo pastor evangélico Marco Feliciano, quer aprovar uma lei que permite a “cura” da homossexualidade. Na prática isso significa qualificá-la pessoas LGBT como portadores de distúrbios mentais.

Os países que hastearam a bandeira do arco-íris estão no topo do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano. Integram o grupo que, segundo os especialistas da ONU, ostentam um índice “muito alto”. O Brasil aparece numa posição desconfortável, em 84.º lugar.

 
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