Apoio a casamento igualitário é alto em países desenvolvidos, diz pesquisa

Em 16 países, maioria da população apoia uniões. Paternidade é apoiada em 12 dos 16 países, segundo a sondagem.

Publicado em 19/06/13 às 18:24

Da Reuters

A maioria dos adultos nos países desenvolvidos é favorável ao casamento igualitário ou a algum tipo de reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo, e também ao direito de que esses casais adotem filhos, revelou uma pesquisa internacional divulgada nesta terça-feira (18).

A pedido da Reuters, o instituto Ipsos ouviu 12.484 adultos em 16 países, e concluiu que 52% deles apoiam a igualdade total no direito ao casamento, enquanto 21% apoiam o reconhecimento das uniões homoafetivas, mas sem estender isso ao casamento pleno.

Apenas 14% dos entrevistados se declararam contrários a qualquer tipo de reconhecimento, e 13% disseram não ter posição definida.

O que vemos é que em todos os 16 países pesquisados há uma maioria a favor de permitir que casais do mesmo sexo tenham algum tipo de reconhecimento legal”, disse Nicolas Boyon, vice-presidente do Ipsos. Em 9 dos 16 países, vemos uma maioria absoluta em favor da plena igualdade para o casamento.

Quase 60% da amostra total acha que casais do mesmo sexo devem ter o mesmo direito que heterossexuais para adotar filhos, e 64% acham que homossexuais têm plenas condições de criarem filhos de forma bem sucedida.

Vemos maiorias em 12 dos 16 países apoiando a paternidade por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, disse Boyon.

Milhares celebram Parada do Orgulho LGBT na cidade israelense de Tel Aviv em 7 de junho (Foto: Reuters)

Foto: Reuters

Milhares celebram Parada do Orgulho LGBT na cidade israelense de Tel Aviv em 7 de junho
Em Suécia, Noruega, Espanha, Bélgica, Canadá e França, onde o casamento igualitário já é legalizado, a maioria apoia direitos iguais, o que acontece também em Alemanha, Reino Unido e Austrália.

Nos Estados Unidos, onde o reconhecimento jurídico para casais do mesmo sexo varia de Estado para Estado, 42% apoiam o casamento igualitário, e 23% defendem o reconhecimento jurídico.

A maior oposição ao reconhecimento jurídico das uniões acontece em Hungria, Coreia do Sul, Polônia e Japão, onde 37% das pessoas disseram não ter opinião formada.

O que há em comum entre Hungria, Coreia do sul e Polônia é que eles são disparadamente os países que têm o menor percentual de pessoas que declaram ter um parente, colega ou amigo que seja lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual”, disse Boyon.

Cerca de um terço dos entrevistados declarou que sua atitude com relação ao casamento igualitário mudou nos últimos cinco anos. O apoio às uniões entre pessoas do mesmo sexo é maior entre pessoas que declaram ter um parente, amigo ou colega LGBT.
 
Encontre-nos no Google+