Chuva, protestos e música marcam a Parada LGBT de 2013 em SP

Daniela Mercury e manifestações contra homofobia marcaram evento que ao contrário da Virada Cultural, teve poucas ocorrências.

Publicado em 05/06/13 às 02:45

Daniela Mercury e manifestações contra homofobia marcaram evento que ao contrário da Virada Cultural, teve poucas ocorrências.
Do Gay1 SP*

Foto: J. Duran Machfee/Futura Press/Estadão Conteúdo

Público se diverte com bandeira gigante com as cores do movimento LGBT
Chuva, protestos contra a homofobia, lesbofobia e transfobia e muita música marcaram a 17ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, ocorrida neste domingo (2). O tempo nublado e chuvoso não desanimou o público, que marcou presença desde a concentração, na Avenida Paulista, próximo ao Masp, até o fim, na região da Praça da República, no Centro. Segundo a organização, 3 milhões de pessoas participaram do evento.

Ao contrário do que ocorreu na última Virada Cultural, que foi marcada pela violência, a parada teve poucos casos de polícia. Segundo balanço das 20h da Polícia Militar, das 2.179 pessoas abordadas, apenas duas foram presas em flagrante: uma por tentativa de furto de uma câmera e outra por usar uniforme oficial do Corpo de Bombeiros sem pertencer à corporação. Seis foram detidas por urinar em via pública.

O clima de paz era nítido desde horas antes do início do evento. Aos poucos a Avenida Paulista ganhava os tons do arco-íris, símbolo do movimento LGBT. Bandeiras coloridas apareciam nas mãos de drag queens com perucas e roupas extravagantes, de travestis com decotes exagerados, de casais gays e até de casais heteros com crianças.

Guarda-chuvas e capas eram itens fundamentais, principalmente para quem usava fantasia ou maquiagem carregada. Mas houve quem não se importasse com a precipitação. "A maquiagem vai ficar mais desconstruída ainda. É essa a ideia", disse o maquiador Maurício do Vale. Outros se protegeram sob uma bandeira gigante do arco-íris.

A maioria, porém, torcia que a chuva passasse. Um “sósia” do Papa perdeu a conta de quantos participantes o abordaram para que ele pedisse a São Pedro que encerrasse a chuva. Coincidência ou não, o tempo melhorou no início da tarde. "Vamos aplaudir São Pedro que parou a chuva para a gente", disse um animador no primeiro trio.

Prevista para começar ao meio-dia, a parada teve início com mais de uma hora de atraso. No primeiro trio, o prefeito Fernando Haddad (PT) discursou contra o preconceito. "Existe amor em São Paulo. Vamos lutar contra toda forma de intolerância. Viva São Paulo na luta pela liberdade", disse.

A ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) subiu no caminhão e, ao lado de Haddad e do deputado federal Jean Willys, disse ao microfone: "Manda bala, gente! Vamos começar essa parada". Ela discursou sobre os direitos de LGBT, que devem ser iguais aos dos heterossexuais, e foi aclamada pelo público.

Apesar de a chuva voltar a cair, com alguns períodos de tregua, o público não desanimou e caiu na dança. Cada trio tocava um tipo de som. Em alguns imperava a música eletrônica, outros tocavam Lady Gaga, mais adiante havia um caminhão de axé.

Veja fotos da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
*Com reportagem de Julia Basso Viana, Roney Domingos e Elaine Almeida
 
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