'Cura gay é um absurdo', diz presidente da Câmara

Projeto de lei ainda deve passar por duas comissões na Câmara e Senado. De forma bem humorada, pessoas criticam aprovação do projeto.

Publicado em 21/06/13 às 18:29

Por CATIA SEABRA

Foto: Reprodução/Facebook

Em manifestações pelo Brasil, pessoas criticam aprovação do projeto.
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), chamou nesta sexta-feira (21) de absurda a aprovação do projeto que permite aos psicólogos promover suposto tratamento para curar lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Eduardo Alves admitiu ainda que foi um erro votar essa proposta --em sua opinião "sem sentido"-- em meio à onda de protestos no Brasil.

Para o presidente da Câmara, o projeto mostra um "erro de ótica". "É um absurdo isso. É uma coisa sem sentido tratar [a homossexualidade] como uma doença. Temos que respeitar essa segmento da sociedade que não se considera doente e não considera isso uma doença".

Sob o comando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou na terça-feira (18) o projeto, conhecido como "cura gay".

O texto terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa, Seguridade Social e Constituição e Justiça, antes de ir para plenário.

Colaboradores da presidente Dilma Rousseff reclamam da conduta do Congresso Nacional durante a série de manifestações no país. Segundo integrantes da Esplanada dos Ministérios, a pauta do Congresso --com temas como a gay-- demonstra insensibilidade e acaba fomentando a crise.

De forma bem humorada, pessoas criticam aprovação na internet
 
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