LGBT do DF é assíduo em cinemas, festas e shows, mas reclama do preço

Quando perguntadas e perguntados da frequência com que foram a shows, os números demonstram boa assiduidade.

Publicado em 10/06/13 às 13:55

Quando perguntadas e perguntados da frequência com que foram a shows, os números demonstram boa assiduidade.
Por Maryna Lacerda e Adriana Bernardes

Gabriela Moreira reclama do preço das baladas em Brasília: 'Para ir a um barzinho, durante a semana, a despesa não fica por menos de R$ 150' | Foto: Carlos Moura/CB/DA Press

Foto: Carlos Moura/CB/DA Press

Gabriela Moreira reclama do preço das baladas em Brasília: "Para ir a um barzinho, durante a semana, a despesa não fica por menos de R$ 150"
A diversão é uma das prioridades de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, conforme comprovou pesquisa feita pelo Grupo LGBT de Brasília e pela Secretaria de Cultura do DF no segundo semestre de 2012 e divulgada em novembro do ano passado. À época do levantamento, foram ouvidas 600 pessoas, nas quais 59,7% se identificaram como gays. Isso representa, em números absolutos, 358 indivíduos. A porcentagem de lésbicas correspondeu a 29,2% (175). Aquelas que se assumiram mulheres bissexuais são 5,5% (33). Os assumidos homens bissexuais também representam 5,5%. Travestis totalizam 0,8% ou cinco pessoas. Entre transgêneros, a fatia corresponde a 0,5% (3). Uma pessoa se reconheceu transexual para o levantamento.

Questionados sobre cinema, 23,3% dos participantes afirmaram que assistiram a filmes duas ou três vezes naquele trimestre. Além disso, 12,3% prestigiou algum lançamento cinematográfico por quatro ou cinco vezes no período avaliado. Quando perguntados da frequência com que foram a shows, os números demonstram boa assiduidade. Dos entrevistados, 23,7% informaram que haviam visto apresentações musicais duas ou três vezes, o que totaliza 142 pessoas.

Apesar de o estudo indicar um bom mercado consumidor de entretenimento, a bacharel em direito Gabriela Moreira, 28 anos, acredita que faltam opções de balada na capital. Além disso, ela avalia que a diversão custa caro na capital federal. “Se você vai na Republika, uma das festas mais concorridas, gastará pelo menos R$ 400. Já para ir a um barzinho, durante a semana, a despesa não fica por menos de R$ 150”, reclama.
 
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