Points LGBT do Rio tiveram movimento maior durante Jornada Mundial da Juventude

Público chegou a ser 50% maior que dias normais.

Publicado em 31/07/13 às 15:06

Do Gay1

O TV Bar abriu as portas excepcionalmente na quarta com nome sugestivo: Me Papa (Foto: Divulgação)

Foto: Divulgação

O TV Bar abriu as portas excepcionalmente na quarta com nome sugestivo: Me Papa.
Alguns points voltados ao público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do Rio de Janeiro tiveram movimento maior durante a Jornada Mundial da Juventude, segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. A Le Boy, a mais tradicional boate de Copacabana, registrou 30% a mais de público na terça-feira da semana passada. "Tivemos mais de 200 pessoas, recorde para uma noite chuvosa", relata o funcionário Júlio César Gomes. O TV Bar abriu as portas excepcionalmente na quarta. "A festa teve nome sugestivo: Me Papa", relata o assessor Carlos Pinho.

No Galeria Café, em Ipanema, o público foi 50% maior que na semana anterior à JMJ. "Reforçamos até o estoque de bebidas", diz Alexandra Di Calafiori, sócia da casa, que contratou freelancers para reforçar a equipe no período do evento.

Pelo Grindr, aplicativo de paquera gay para smartphones, um rapaz de 23 anos, com sugestivo apelido de Paulista JMJ, postou um recado aos baladeiros da jornada: "Atrás de Cristo e de outras coisas".

Para Lula Ramires, coordenador da ONG LGBT Corsa (Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade, Amor), "há um contingente gay enorme na comunidade católica". "É preciso entender que os fiéis não são necessariamente conservadores." Já Julian Rodrigues, coordenador de Políticas para LGBT da Prefeitura de SP, acha "meio incongruente ser gay e católico". "Mas que tem, tem."
 
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