Americano dedica medalha de prata para LGBTs da Rússia

Nick Symmond ficou em segundo nos 800 metros e criticou lei 'anti-LGBT'.

Publicado em 14/08/13 às 17:54

Do Gay1 Esportes

Foto: Denis Balibouse/Reuters

Nick Symmond foi o primeiro atleta a dedicar uma conquista Mundial de Atletismo para LGBTs russos
O que todo mundo envolvido com o Mundial de Atletismo, em Moscou, esperava, aconteceu. O corredor norte-americano Nick Symmond foi o primeiro atleta a dedicar uma conquista no torneio para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais russos, em uma crítica clara à lei que proíbe a propaganda positiva LGBT no país. Symmond, que ficou com a medalha de prata nos 800 metros nesta terça-feira, já havia se pronunciado contra à legislação em seu blog na revista “Runner’s World”, no dia 7.

"Acredito que todos os seres humanos merecem a igualdade, como Deus nos fez. Se você é gay, hétero, preto, branco, todos merecem os mesmos direitos. Se há alguma coisa que eu possa fazer para defender a causa, eu vou, com cuidado para não ser preso" disse o atleta, afirmando que gostaria de usar um pin com a bandeira arco-íris durante a competição.

Também no dia 7, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) pediu ao governo russo que reconsiderasse sua posição contra LGBTs e não interfirisse nas orientações sexuais das pessoas. Esse pedido foi feito a quatro dias do início das competições. Na ocasião, o secretário-geral da IAAF, Nick Davies, disse que seria bom que o governo russo aceitasse as pessoas com "estilos de vida alternativos, e que isso poderia servir como um impulso para reconsiderar suas posições em vez de viver em uma sociedade isolada."

Recentemente a Rússia aprovou uma lei que proíbe a chamada "propaganda de sexo não-tradicional" e define multas para a realização de marchas ou paradas do orgulho LGBT. Essa medida provocou protestos fora da Rússia, especialmente depois que o ministro dos Esportes russo disse que a lei valerá para os Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem entre os dias 7 e 23 de fevereiro do ano que vem, em Sochi, contrariando o desejo do Comitê Olímpico Internacional para que não exista discriminação de sexo, raça e religião em eventos olímpicos.
 
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