Antuérpia comemora sucesso do WorldOutgames, os 'Jogos Olímpicos LGBT'

Evento reuniu cerca de cinco mil esportistas de países tão diversos como Austrália, Espanha, Estados Unidos, Camarões, Japão, Rússia e México.

Publicado em 13/08/13 às 12:20

Do Gay1 Esportes, com EFE

Fotos: Divulgação

A 3ª edição internacional dos "Jogos Olímpicos LGBT" reuniu desde o último dia 31 de julho cerca de cinco mil esportistas.
Milhares de atletas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais participaram nos últimos dias do WorldOutgames, realizados na Antuérpia, onde o importante não era vencer, mas contribuir à aceitação de LGBTs no mundo do esporte.

Sob o lema "Love-United", a terceira edição internacional dos "Jogos Olímpicos LGBT" reuniu desde o último dia 31 de julho cerca de cinco mil esportistas de países tão diversos como Austrália, Espanha, Estados Unidos, Camarões, Japão, Rússia e México.

Após Montreal em 2006 e Copenhague em 2009, a sede escolhida foi a cidade belga da Antuérpia, atual Capital Europeia do Esporte e que demonstrou seu espírito liberal até o encerramento da competição neste domingo.

O evento combinou competições em 32 modalidades, além de conferências e seminários centrados nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e eventos culturais e festivos.

"Nossa meta é que qualquer pessoa possa conviver e competir com outras sem ter medo de mostrar quem é", afirmou à Agencia Efe o presidente do conselho de organização, Bart Abeel.

"O esporte de alto nível é ainda um mundo no qual ser gay não é nada fácil, e em categorias como o futebol há muita homofobia", denunciou Abeel.

Além do futebol, o WorldOutgames promoveu competições de natação, vôlei, luta olímpica, badminton, dança entre casais do mesmo sexo, maratona e meia maratona.

A cerimônia de encerramento neste domingo coincidiu com a Antuérpia Pride, Parada do Orgulho LGBT da cidade que reuniu mais de 200 mil pessoas.

"Os WorldOutgames não seriam necessários em um mundo ideal", declarou o responsável da organização, que destacou o "privilégio que representa viver em países como Holanda, Bélgica e Espanha", pioneiros no reconhecimento de direitos LGBT.

"Mas enquanto as pessoas continuarem sofrendo e lutando de forma dramática pelo fato de serem diferentes em lugares como África, Oriente Médio e Rússia, organizar os WorldOutGames faz muito sentido", concluiu Abeel.
 
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