Batman 'sai do armário' e vive um romance decadente com Robin

Novo livro retrata o personagem como um gay 'egocêntrico', 'narcisista' e 'perverso'.

Publicado em 05/08/13 às 12:41

THE INDEPENDENT

Capa do livro do italiano Marco Mancassola

Foto: Divulgação

Capa do livro do italiano Marco Mancassola
O Batman "saiu do armário" e se revelou uma 'maricona' que passa algumas noites com rapazes e se senta perto de Elton John em jantares de caridade - pelo menos é o que acontece em uma nova obra.

Os rumores sobre o mascarado que combate crime em Gotham City foram confirmados em "Erotic lives of the superheroes" (Vidas eróticas dos super-heróis, em tradução livre), que retrata Batman e Robin como um casal em crise e com uma vida sexual monótona.

Escrito pelo autor italiano Marco Mancassola, o romance imagina como seria as obsessões eróticas do Super-Homem, do Senhor Fantástico e da Mystique enquanto eles envelhecem e seus poderes diminuem. Aclamado na Itália, o livro, que gira em torno de um misterioso assassinato, chega ao Reino Unido nesta semana.

Ao retratar o Batman como um gay assumido, Mancassola explicitou inclinações que existiam sutilmente na história do personagem. Grant Morrison, que escreveu os quadrinhos do herói para a DC Comics, disse que "ele é heterossexual, mas a base de todo o conceito é totalmente gay". George Clooney, que interpretou o Homem Morcego no fracasso de 1997, "Batman & Robin", disse que ele teve a intenção de fazer com que o personagem parecesse gay.

A sexualidade é apenas um aspecto da vida erótica e secreta do Batman, de acordo com Mancassola. Ele afirmou ao "The Independent": "Batman sempre teve um lado obscuro. O fato de a minha visão sobre o personagem evocar formas estranhas de fetichismo e sexo extremo não deveria causar surpresa."

"Narcisismo é o seu abismo interior. Ele deixou que sua única história de amor verdadeiro falhasse porque se apaixonou pelo mistério da juventude - aquele tipo de estado inacessível e fugaz que ele enxerga nos olhos dos jovens", acrescentou.

Os advogados da DC Comics podem não gostar muito da releitura do Batman como um fetichista, mas o autor disse: "Não houve intenção de chocar ou ofender ninguém. 'Vidas eróticas dos super-heróis' é só uma tentativa de explorar a complexa humanidade de um grupo de personagens."

Em outro episódio de diversidade, a DC Comics já reiventou a Batwoman como uma lésbica judia, em uma espécie de remake de 2006. A sexualidade da Mulher-Gato de Anne Hathaway em "O Cavaleiro das Trevas ressurge" também foi tema de discussões.

O autor admite que existem fãs ferrenhos dos quadrinhos que "não conseguem me perdoar pelo que fiz aos seus amados personagens. Isso é verdade especialmente quando se trata do Batman, que é o personagem menos bonzinho do livro. Ele é egocêntrico, ridiculamente vaidoso e perverso em algum nível. Mas, na verdade, eu o retratei do jeito que eu gosto dele. Ele é humano. Ele personifica a tragédia na qual a sociedade contemporência transformou o envelhecimento."
 
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