Desmond Tutu: 'Prefiro o inferno a um paraíso homofóbico'

Nobel da Paz foi o anfitrião do lançamento da campanha internacional das Nações Unidas pelos direitos LGBT no mundo.

Publicado em 04/08/13 às 21:19

Opera Mundi

Desmond Tutu apoia a campanha da ONO contra a discriminação homofóbica.

Foto: Divulgação

Desmond Tutu apoia a campanha da ONO contra a discriminação homofóbica.
O ex-arcebispo da Igreja Anglicana da Cidade do Cabo, Desmond Tutu, um dos principais ativistas dos direitos humanos no continente africano, fez uma importante defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) no mundo.

Durante um evento na ONU (Organização das Nações Unidas) na África do Sul em defesa da diversidade sexual, Tutu, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1984 pela sua ação contra o apartheid, afirmou que prefere “o inferno do que um paraíso homofóbico”.

“Eu não veneraria um Deus que fosse homofóbico e é assim que me sinto para falar sobre isso”, afirmou. “Eu recusar-me-ia a entrar num paraíso homofóbico. Chegaria lá e diria: ‘sinto muito’, prefiro ir para ‘o outro lugar’”. Tutu também fez pesadas críticas a religiões e líderes espirituais que discriminam pessoas pelas suas orientação sexual ou identidade de gênero.

O evento, ocorrido no dia 26 de julho na Cidade do Cabo, contou também com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e da alta comissária para os direitos humanos, Navi Pillay, no lançamento de uma campanha em defesa dos direitos LGBT pelo mundo. Pillay lembrou que 76 países criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo. As punições, nesses locais, variam desde sentenças de prisão à execução, o “que se constitui em clara violação aos direitos humanos básicos”.

“Estou tão empenhado nesta campanha como sempre estive na luta contra o apartheid. Para mim, ambas estão no mesmo nível”, disse Tutu, que se aposentou recentemente.
 
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