Grupo Gay da Bahia quer pastoral para público LGBT na Igreja Católica

Arquidiocese de Salvador afirmou que a solicitação será enviada a dom Murilo.

Publicado em 03/08/13 às 00:42

Por Mellyna Reis

Antropólogo e ativista do Movimento LGBT se mantém cético em relação às declarações do Papa Francisco

Foto: Reprodução/Internet

Antropólogo e ativista do Movimento LGBT se mantém cético em relação às declarações do Papa Francisco
O Grupo Gay da Bahia (GGB) enviou nesta quinta-feira (1º) uma solicitação de audiência ao arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger. Motivada pelas recentes declarações do Papa Francisco, a entidade pretende formalizar o pedido para a arquidiocese nomear um sacerdote de uma pastoral específica voltada para a integração na sociedade da comunidade católica LGBT.

Na mensagem enviada à cúria baiana, a entidade faz referência à declaração do cardeal-arcebispo de Salvador, dom Avelar Brandão Vilela, em 1983: "Não podemos louvar nem incentivar este tipo de minorias, mas dado que elas existem, não se pode nem se deve fazer violência contra os homossexuais: devemos ajudá-los e nunca violentá-los".

Ainda reticente com relação a postura do novo pontifíce, o antropólogo Luiz Mott acredita que as declarações do Papa Francisco são "palavras de acolhimento relativo". "Ele [Papa Francisco] e suas palavras são a partir de agora nosso escudo, nosso amparo, nosso passaporte para confrontar qualquer insulto, comentário ou prática homofóbica", explicou Mott, acrescentando que se a Igreja Católica não for aliada que, pelo menos, deixe de ser inimiga.

A assessoria de imprensa da Arquidiocese de Salvador afirmou que a solicitação será enviada a dom Murilo, mas não soube informar um prazo para a resposta do religioso.
 
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