IAAF e Obama pedem que Rússia reconsidere lei contra LGBT

Presidente americano diz que orientação sexual nada tem a ver com resultados esportivos e que não tolera países que intimidem LGBTs.

Publicado em 07/08/13 às 20:27

Do Gay1 Esportes

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) pediu ao governo russo que reconsidere sua posição contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e não interfira nas orientações sexuais das pessoas. Esse pedido foi feito a quatro dias do início do Mundial de Atletismo, em Moscou. O secretário-geral da IAAF, Nick Davies, disse que seria bom que o governo russo aceitasse as pessoas com "estilos de vida alternativos, e que isso poderia servir como um impulso para reconsiderar suas posições em vez de viver em uma sociedade isolada."

Recentemente a Rússia aprovou uma lei que proíbe a chamada "propaganda gay", e define multas para a realização de marchas ou parada do orgulho LGBT. Essa medida provocou protestos fora da Rússia, especialmente depois que o ministro dos Esportes russo disse, na semana passada, que a lei valerá para os Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem entre os dias 7 e 23 de fevereiro do ano que vem, em Sochi, contrariando o desejo do Comitê Olímpico Internacional para que não exista discriminação de sexo, raça e religião em eventos olímpicos.

Atleta também critica lei russa
Davis disse em um comunicado que, como uma organização internacional, "temos que respeitar a lei", mesmo não sendo favorável a ela. "A IAAF não pode controlar ou mudar isso", disse ele.

IAAF insistiu em afirmar que se opõe a qualquer forma de discriminação. "Não é simplesmente um problema para o nosso esporte", disse Davis.

O fundista americano dos 800m Nick Symmonds foi o primeiro atleta que participará do Mundial a criticar a lei russa contra LGBTs. Em seu blog na revista americana "Runner´s World", ele disse que "discorda da nova legislação" e que ela se tornou um problema político para os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, quando será aplicada para atletas e espectadores.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também criticou a lei. "Acredito que o presidente Putin e a Rússia entendem que a maioria dos países participantes das Olimpíadas não irá tolerar que gays e lésbicas sejam tratados de maneira diferente. A orientação sexual de cada um não tem nada a ver com os resultados esportivos. Se discriminam com base na raça, religião ou orientação sexual, violam a moralidade básica que penso que deveria transcender cada país" disse Obama no programa de Jay Leno, "The Tonight Show", nesta terça-feira.

Obama no programa de Jay Leno: críticas aos países homofóbicos, como a Rússia (Foto: Agência Reuters)

Foto: Reuters

Obama no programa de Jay Leno: críticas aos países homofóbicos, como a Rússia
Obama citou países da África, como Uganda, onde uma lei proposta, e não aprovada, pedia pena de morte para casos de “homossexualidade agravada”.

"Não tenho nenhuma tolerância com os países que tentam tratar os gays, lésbicas ou pessoas transgêneras, de uma maneira que os intimide ou prejudique" completou Obama.
 
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