Pentágono estuda estender direitos de parceiros de militares LGBTs, diz agência

Benefícios incluiriam plano de saúde e subsídios de habitação.

Publicado em 08/08/13 às 01:14

Do Gay1, com AP

Obama assina a lei que permite lésbicas e gays assumidos servirem às Forças Armadas: o fim do chamado ‘don’t ask, don’t tell’ (não pergunte, não conte)

Foto: Evan Vucci / AP/2010

Obama assina a lei que permite lésbicas e gays assumidos servirem às Forças Armadas: o fim do chamado ‘don’t ask, don’t tell’ (não pergunte, não conte)
O Pentágono está estudando estender benefícios de plano de saúde, habitação, entre outros, a parceiros de militares lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, afirma a AP. Segundo documentos obtidos pela agência nesta quarta-feira, o Departamento de Defesa também pensa em dar 10 dias de licença a militares LGBTs para que eles possam viajar e oficializar seus casamentos em estados onde a união é permitida legalmente.

Embora nenhuma decisão final tenha sido feita, o memorando do secretário de Defesa, Chuck Hagel, reverteria um plano anterior, que permitiria que parceiros de membros das Forças Armadas recebam benefícios limitados, tais como o acesso a lojas militares e alguns programas de saúde e bem-estar, de acordo com a AP.

"Como a decisão da Suprema Corte tornou possível que pessoas do mesmo sexo se casem tenham todos os benefícios disponíveis para qualquer cônjuge militar e família, eu determino que os benefícios conjugais e familiares possam ser estendidos” escreveu Hagel, segundo a agência.

De acordo com um militar, sob condição de anonimato, o memorando está sob análise jurídica no Departamento de Justiça, e ao Pentágono não poderá tomar qualquer ação até que a revisão seja concluída.

Procuradas pela AP, autoridades do Pentágono não quiseram comentar sobre o suposto memorando. Um porta-voz do Departamento de Defesa, o tenente Nate Christensen, disse apenas que o Pentágono “está trabalhando em conjunto com o Departamento de Justiça para implementar a decisão do tribunal, o mais rapidamente possível”.

Em fevereiro, o então secretário de Defesa, Leon Panetta, anunciou que, até o dia 1° de outubro, o Pentágono iria estender alguns benefícios, antes limitados para parceiros do sexo oposto. Subsídios de habitação não foram incluídos nas primeiras sugestões, mas os planos para parceiros do mesmo sexo incluíam a obtenção de cartões de identificação especiais, concedendo-lhes acesso a serviços.
 
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