Presidente russo proíbe protestos contra lei 'anti-LGBT' nos Jogos de Inverno

A proibição foi determinada em momento delicado para Rússia, que é alvo de críticas e protestos.

Publicado em 23/08/13 às 18:36

Do Gay1, com agências internacionais

O presidente russo Vladimir Putin proibiu qualquer reunião ou manifestação durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, que devem acontecer entre os dias 7 e 23 de fevereiro de 2014, às margens do Mar Negro, segundo um decreto publicado nesta sexta-feira. A proibição foi determinada em momento delicado para Rússia, que é alvo de críticas e protestos contra a recém-aprovada lei contra a 'propaganda' que promova os direitos LGBT no país.

De acordo com um decreto presidencial de 19 de agosto e publicado nesta sexta no jornal oficial Rossiiskaia Gazeta, "reuniões, manifestações, congregações, paradas e passeatas (...) não relacionadas com o desenvolvimento dos Jogos Olímpicos e previstas para entre 7 de janeiro e 21 de março nas áreas onde serão aplicadas medidas de segurança reforçadas acontecerão em outro momento".

O decreto proíbe, de fato, qualquer reunião durante as Olimpíadas de Inverno perto das instalações da competição.

A pouco menos de seis meses da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Sochi, a Rússia é alvo de críticas, especialmente de organizações não-governamentais que militam pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) que pedem o boicote aos Jogos Olímpicos de 2014 para protestar contra a lei "anti-LGBT".

Putin aprovou em junho uma lei controversa que pune a "propaganda" positiva LGBT em frente a menores de idade, um texto considerado discriminatório pelos defensores dos direitos humanos.

A organização HRW acusou as autoridades russas de "assediar defensores de direitos humanos e jornalistas" que denunciam as violações de direitos durante os preparativos para os Jogos de Sochi, uma região entre o Mar Negro e as montanhas do Cáucaso.
 
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