Após declaração homofóbica, presidente da Barilla pede desculpas

Guido Barilla, dono da fabricante de massas italiana, disse que nunca chamaria um LGBT para fazer um comercial da marca.

Publicado em 26/09/13 às 18:05

Por ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Foto: Getty Images

Guido Barilla, presidente da fabricante de massas Barilla.
Guido Barilla, o presidente da fabricante de massas Barilla, disse que nunca contrataria um ou uma lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual para fazer propaganda de sua marca. A declaração foi feita durante entrevista ao programa de radio italiano La Zanzara na noite da última quarta-feira (25/09). "Eu nunca faria um comercial com uma família homossexual... se os gays não gostarem, eles podem procurar outras marcas para comer".

Segundo o executivo, o conceito de família é sagrado para a marca e é um dos valores da companhia. "Eu não respeito a adoção [de crianças] por famílias homossexuais porque as crianças não podem escolher", disse.

A declaração de Barilla causou polêmica nas redes e depois de muito barulho, o executivo voltou atrás e se desculpou pela declaração. “Com referência às minhas declarações ontem à imprensa, peço desculpas se minhas palavras ofenderam algumas pessoas. Gostaria de esclarecer que tenho o mais profundo respeito por todas as pessoas, sem distinção de qualquer espécie. Eu tenho o maior respeito por homossexuais e pela liberdade de expressão. Eu também disse, e repito, que tenho respeito por casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em suas propagandas, a Barilla sempre escolhe uma família para representá-la, porque considera este o símbolo da hospitalidade e do amor para todos”.

Após a fala de Barilla, ativistas italianos estão convocando um boicote às 20 marcas da empresa.
 
Encontre-nos no Google+