Suspeito de queimar travesti é preso na Parada LGBT um ano após crime no Rio

Agressor teve um caso com a travesti que teria terminado o relacionamento ao descobrir traição.

Publicado em 15/10/13 às 14:54

Por Felipe Martins

Um homem identificado como Marllon Brandon Castro, 19, foi preso neste domingo (13) por policiais militares durante a Parada LGBT do Rio em Copacabana, na zona sul da cidade. A ex-companheira, a padeira o viu durante a manifestação e acionou os policiais militares. Ele é suspeito de provocar queimadura em 40% do corpo da vítima, em caso que aconteceu há cerca de um ano em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

De acordo com a polícia, o suposto agressor teve um caso com a travesti que teria terminado o relacionamento ao descobrir que Castro mantinha outro relacionamento com uma mulher.

Ainda de acordo com a polícia, o suspeito teria insistido para retomar o relacionamento. Após ir à casa da ex-companheira e ser rejeitado, jogou um copo com álcool sobre a vítima e, em seguida, atirou uma vela sobre o corpo da vítima. A travesti teve 40% do corpo queimado e precisou ficar internada por dois meses. Parte da casa também foi destruída com o incêndio provocado com o ato criminoso.

Encontrado um ano depois pela vítima na noite deste domingo, o suspeito, que era considerado foragido, foi levado pelos policiais militares à sede da 12ª DP (Copacabana). De acordo com os policiais, ele é casado com uma mulher e tem uma filha. Contra ele havia um mandado de prisão expedido por tentativa de homicídio pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.

Segundo a distrital, nenhum advogado apareceu na delegacia para a defesa do suspeito. Ele foi encaminhado nesta segunda-feira (14) à carceragem da Polinter.
 
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