Turismo LGBT deve gastar mais de US$ 200 bilhões em 2014

LGBT gastam uma média de 57% a mais durante suas férias em comparação aos turistas heterossexuais.

Publicado em 08/11/13 às 10:35

Do Gay1

Foto: ©ArrowStudio LLC/Shutterstock.com

O mercado de viagens LGBT poderá faturar mais de US$ 200 bilhões em 2014.
Um novo relatório projeta que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais gastarão a bagatela de mais de US$ 200 bilhões em viagens no ano que vem. De acordo com a análise de números de um estudo de pesquisa de mercado LGBT apresentado no World Travel Market em Londres nesta semana, o top 20 dos mercados LGBT poderá arrecadar US$ 202 bilhões no ano que vem.

Quem lidera a lista são os EUA, com turistas LGBT atingindo US$ 56,5 bilhões em gastos, seguido pelo Brasil com US$ 25,3 bilhões, consta no relatório LGBT 2020.

Com a França e o estado da Califórnia passando por decisões históricas para legalizar o casamento igualitário neste ano, hotéis e pontos de turísticos também estão ganhando dinheiro graças a um grupo demográfico emergente e rico: pessoas do mesmo sexo recém-casadas.

As conclusões do relatório LGBT 2020 ecoam os resultados da pesquisa da Community Marketing Inc. dos EUA, que também mostra que os viajantes LGBT gastam uma média de 57% a mais durante suas férias em comparação aos turistas heterossexuais.

Parte das razões apresentadas pelo grupo da pesquisa de mercado incluem o fato de que LGBT viajam mais, possuem mais casas e carros, gastam mais em eletrônicos e têm a maior quantidade de renda disponível que qualquer outro nicho de mercado.

E o termo LGBT poderá em breve ganhar mais uma letra, para reconhecer as pessoas Intersexual, diz Ian Johnson, CEO da Out Now, empresa que produziu o estudo LGBT 2020. A comunidade Intersexual da América do Norte define o termo "intersex" como pessoas que nascem com órgãos sexuais que não conseguem ser encaixados "nas definições típicas do [gênero] feminino ou do masculino."

"As pessoas intersexuais estão se tornando mais visíveis e seus problemas originais estão lentamente se tornando mais bem compreendidos", disse Johnson.
 
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