Família de jovem gay encontrado morto no centro de SP agora diz que ele cometeu suicídio

Família contestava versão da polícia e acreditava em crime motivado por homofobia.

Publicado em 21/01/14 às 17:09

Do Gay1*

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

'Foi um choque', disse a mãe de Kaique.
A família do jovem Kaique Augusto Batista dos Santos, encontrado morto no sábado (11) no centro de São Paulo, diz acreditar que o jovem cometeu suicídio, e não foi vítima de crime de homofobia, possibilidade que foi sugerida desde o início das investigações e chegou a ser tratada como fato por representes do governo federal.

A mudança de posicionamento da família de Kaique foi comunicada durante uma entrevista coletiva, realizada no início da tarde desta terça-feira (21) na zona oeste de São Paulo.

A mãe do jovem, ao lado do advogado que cuida dos interesses da família, pediu desculpas à polícia, que desde o início tratava a possibilidade de suicídio como a principal linha de investigação da morte de Kaique, por ter sugerido que as autoridades resistiam em considerar a hipótese de crime de homofobia.

A família de Kaique e os advogados afirmaram que a mudança de postura em relação às razões para a morte do jovem foi motivada por uma investigação paralela, que foi conduzida sem participação da polícia, que ouviu amigos dos jovem e teve acesso a documentos privados do jovem, como um diário.

"Foi um choque. Ele não apresentava sinais de depressão", afirmou a cabeleireira Isabel Cristina Batista. As anotações do adolescente indicam que ele havia passado por uma decepção amorosa. Havia ainda mensagens de despedida para a família.

As informações preliminares da pericia também indicam que o jovem se atirou do viaduto, após sair de uma casa noturna onde estava com amigos. A investigação é conduzida pelo 3º Distrito Policial (Campos Elísios).

*Com informações do Estadão Conteúdo
 
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