ONG publica vídeo com espancamentos de lésbicas e gays na Rússia; assista

Human Right Watch divulga protesto a três dias do início da Olimpíada de Inverno em Sochi.

Publicado em 04/02/14 às 21:53

Do Gay1, com Agências Internacionais

A ONG Human Right Watch (HRW) publicou nesta terça uma compilação de registros em vídeo de diversos ataques a lésbicas e gays na Rússia.

A divulgação ocorre a três dias do início da Olimpíada de Inverno em Sochi. O evento tem sido usado por diversos grupos de defesa dos direitos humanos para condenar a política de impunidade a agressores da comunidade LGBT em vigor no país.

O vídeo da HRW mostra espancamentos e humilhações de grupos contra indivíduos LGBT, a maior parte deles, segundo a ONG, registrada e colocada na internet pelos próprios agressores.

Também há depoimentos sobre a recusa da polícia de investigar e punir tais agressões.

O governo de Vladimir Putin, fortemente aliado da igreja russa e com base eleitoral conservadora, tem sido acusado por diversas organizações de perseguir lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no país.

Em 2013, foi adotada uma lei que proíbe a "propaganda de relações sexuais não tradicionais" para menores, o que, na prática, impede qualquer manifestação de direitos LGBT em espaços públicos.

Segundo a Human Rights Watch, a lei também prevê punição a quem declarar algo positivo sobre os direitos LGBT ou dizer para uma criança que não é errado ser LGBT.

De acordo com um levantamento feito pela organização Russian LGBT Network com 2.437 lésbicas e gays no primeiro semestre de 2013 -antes da aprovação da lei-, 56% disseram já ter sofrido algum tipo de assédio psicológico e 16% disseram já ter sido agredido fisicamente.

Do total, 7% afirmaram ter sofrido violência sexual e 8% dizem que foram detidos, pelo menos uma vez, em razão de sua orientação sexual.

Como 77% também dizem não ter confiança na polícia, uma grande parte de lésbicas e gays nem registra a violência.

O governo russo tem tentado impedir que a Olimpíada seja utilizada como plataforma de protestos contra as políticas 'antigays' do país.

Assista ao vídeo (contém cenas fortes):
 
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