Grupo Gay da Bahia faz exposição de fotos em protesto contra seleção do Irã

Mostra irá reunir na sede do GGB, no Pelourinho, 30 fotografias de casos de homofobia no país iraniano.

Publicado em 23/06/14 às 23:35

Por Aguirre Talento

Foto: Reprodução

O fundador do GGB, Luiz Mott, afirma que a mostra também inclui uma crítica à situação no Brasil.
A seleção do Irã será recebida em Salvador para o jogo contra a Bósnia com um protesto do movimento LGBT: no dia do jogo, quarta-feira (25), o GGB (Grupo Gay da Bahia) vai abrir uma exposição fotográfica sobre a homofobia no Irã.

Sob o título "Irã: o inferno dos homossexuais", a mostra irá reunir na sede do GGB, no Pelourinho, 30 fotografias que mostram, entre outras coisas, enforcamentos e açoites de gays no Irã - onde a homossexualidade pode ser punida com pena de morte.

A mostra ocorrerá até o fim de julho.

De acordo com o GGB, que é uma das mais antigas entidades na luta por direitos LGBT no país, as imagens foram obtidas com iranianos gays exilados do país e com a Associação Internacional de Gays e Lésbicas, entre outras fontes.

O fundador do GGB, Luiz Mott, afirma que a mostra também inclui uma crítica à situação no Brasil. "A exposição fala também que o Brasil é o cemitério dos gays. Lá no Irã são executados um ou dois por ano, enquanto aqui morrem mais de 300 por ano. A cada 26 horas um LGBT é assassinado no Brasil", disse.

Os iranianos já haviam sido alvos de protesto em Curitiba, onde jogaram contra a Nigéria. Ativistas LGBT realizaram um 'beijaço' no centro da cidade para criticar a intolerância à lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nos dois países.

No caso de Salvador, segundo Mott, não está previsto protesto nas ruas.

A ONU contabiliza leis contra homossexuais em 76 países e lançou uma mobilização neste ano contra a homofobia.
 
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