Igreja presbiteriana dos EUA autoriza a realização de casamento igualitário

Gesto é saudado como "histórico" pelas associações que defendem os direitos LGBT.

Publicado em 20/06/14 às 15:45

Do Gay1 Mundo

Foto: Reprodução

Outras Igreja protestantes autorizam o casamento igualitário em suas fileiras.
A Igreja presbiteriana americana decidiu autorizar a realização de casamentos entre entre pessoas do mesmo sexo, um gesto saudado nesta sexta-feira como "histórico" pelas associações que defendem os direitos LGBT.

A Assembleia Geral desta Igreja, que conta com 1,9 milhão de fiéis, aprovou na quinta-feira uma "recomendação" que deixa aos oficiantes a liberdade para celebrar "qualquer matrimônio que o Espírito Santo os convide a celebrar" nos estados do país onde a união entre pessoas do mesmo sexo é legal.

Outra recomendação muda os termos do livro de ofício, segundo a qual, a partir de agora, o "casamento implica um compromisso único entre duas pessoas".

"Cristo morreu para que pudéssemos estar reconciliados", afirma o comunicado.

A Igreja presbiteriana americana (PCUSA), integrada por 10.000 congregações, é uma Igreja protestante de origem escocesa.

Existem outras Igreja presbiterianas nos Estados Unidos, menores, que não celebram o casamento igualitário.

A Human Rights Campaign (HRC), que luta a favor da igualdade no casamento, saudou como histórica a decisão e indicou que os fiéis sabem agora que "sua religião não os afasta dela e sim dá um passo gigante para ser acolhedora para todos".

Outras Igreja protestantes autorizam o casamento igualitário em suas fileiras, de acordo com cada estado, nos quais deixam que os pastores decidam o que fazer, como a Igreja luterana evangélica, a Igreja episcopal americana e os metodistas.

Em junho de 2013, Suprema Corte invalidou a Lei de Defesa do Casamento, que definia o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher.

Atualmente, 19 dos 50 estados americanos e a capital do país, Washington, autorizam os casamentos de pessoas do mesmo sexo, que contam com o apoio de 55% dos cidadãos, segundo pesquisa Gallup publicado há um mês.
 
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