Paulo Betti conta que fará colunista gay ‘desmunhecado’ em novela

Ator concedeu entrevista ao site do autor da trama, Aguinaldo Silva.

Publicado em 14/06/14 às 00:18

Do Gay1 Entretenimento

Foto: Reprodução

Paulo Betti se despede de “Malhação” para viver gay em nova novela da Globo.
Escalado para interpretar um colunista de celebridades em “Império”, que estreia dia 21 de julho na Globo, Paulo Betti revelou, em entrevista ao site do autor da trama, Aguinaldo Silva, que seu personagem é “desmunhecado” e “não tem nada a esconder”. E já que seu objeto de trabalho na novela é fofoca, o ator revelou: “Toda fofoca que escreveram sobre mim era verdade. É incrível. Dá raiva e tudo, mas era verdade!”, comentou.

Na novela, Téo terá uma relação complicada com Claudio, vivido por José Mayer e tentará fazer o amigo do passado sair do armário. Betti acredita que os dois personagens “tiveram um lance” quando jovens. “Ele (Téo) é malicioso o tempo todo, gozando e entregando sempre os outros. O que seria até um comportamento homofóbico. Mas esse tipo de gay existe, acha que todo mundo é gay, e tenta tirar do armário. (...) Acho que o Aguinaldo (Silva) vai defender na novela o direito do gay que não quer assumir. Porque o personagem do José Mayer é simpático, é boa gente, bom marido, tem filho. É um cara do bem. A mulher dele sabe, e tudo bem. Já sei que Aguinaldo vai defender esse comportamento. Já o meu personagem é o contrário: ele destrói a vida do cara”, disse Betti, na entrevista ao site do autor.

Inicialmente, Betti faria outro personagem: o Reginaldo, marido da Tuane (Nanda Costa), mas assumiu Téo, que seria feito por José Wilker, morto no início de abril. Sobre interpretar um jornalista que escreve sobre a vida dos outros, o ator acredita que “a fofoca tem uma função”. “As pessoas querem saber quem está comendo quem, quem está traindo quem, a intimidade dos outros. É óbvio que é desagradável para quem é alvo, mas para os interessados é um prato cheio. Você acha que as pessoas se reúnem e conversam prazerosamente sobre política e filosofia? Não, elas fazem fofoca!(risos)”, diz, completando: “Se eu dissesse agora que tinha uma fofoca incrível para lhe contar, você ia mudar até a posição em que está sentada na poltrona. Claro que não quero que façam fofoca de mim, mas, obviamente, é a parte mais gostosa de tudo, a maldade, a fofoca maldosa.”
 
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