Polícia divulga retrato de homofóbico que agrediu casal no Metrô de SP

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181. Namorados foram agredidos no domingo (9) na Linha 1-Azul.

Publicado em 14/11/14 às 19:21

Do Gay1 SP

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Retrato falado de suspeito de agredir casal gay no Metrô.
A Polícia Civil divulgou, na tarde desta sexta-feira (14), o retrato falado de um dos suspeitos de agredir um casal de jovens gays em um vagão do Metrô de São Paulo. As agressões e os xingamentos homofóbicos foram feitos no domingo (9) na Linha 1- Azul. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181.

O casal estava em um trem na estação Armênia quando um grupo de 15 pessoas entrou no vagão e começou a hostilizar a dupla. Na estação Tiradentes, os agressores pediram que eles descessem, mas eles se recusaram.

"A gente não quis sair e eles fecharam uma roda na gente e começaram a chutar. Um deles se pendurou na barra de segurança e acertou um chute no meu nariz. Quebrou o meu nariz e eu vou ter que fazer cirurgia para colocar no lugar", lamentou Raphael Martins para o G1. O casal, após as agressões, decidiu deixar o vagão na estação da Luz.

Raphael contou que recebeu assistência da companhia e que registrou boletim de ocorrência. A assessoria de imprensa do Metrô informou que prestou os primeiros socorros aos dois rapazes e verificou se eles queriam atendimento médico, o que foi negado pelos jovens, segundo nota.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Casal teve de deixar vagão do Metrô após agressões.
Sobre a segurança nas dependências da companhia, o Metrô afirmou que tem mais 3 mil câmeras ao longo de suas cinco linhas e em todas as 67 estações. Os equipamentos estão integrados aos Centros de Controle de Segurança, que repassam informações à Polícia Militar. Os agentes de segurança, uniformizados ou descaracterizados, também fazem rondas preventivas em todas as estações, segundo o Metrô.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP), o caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) e está sendo apurado.

Discriminação
Raphael conta que já foi vítima de homofobia em outras duas situações. "Teve uma vez que uma ex-colega de classe começou a me perseguir com um namorado skinhead dela na região do Grajaú, onde eu moro", contou.

"E uma outra vez eu estava em um restaurante na Vila Olímpia com meu namorado, em uma mesa próxima da janela, quando passou um homem do lado de fora e começou a fazer ameaças", completou. Para Raphael, as situações citadas são "um absurdo" e "precisam mudar".
 
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