SP começa a fazer inscrições que pagará salário mínimo para travestis e transexuais estudarem

Inicialmente, cem delas vão receber bolsa para voltar às aulas e se matricular em cursos do Pronatec.

Publicado em 17/01/15 às 22:10

Do Gay1

A prefeitura de São Paulo já começou a receber inscrições de travestis e transexuais da capital que queiram voltar a estudar. Inicialmente, cem pessoas receberão uma bolsa de um salário mínimo mensal (R$ 788) para que, além de voltarem a estudar, se matriculem em cursos técnicos do Pronatec. Para receber o salário do município, as beneficiárias terão que comprovar presença nas aulas. A exigência é semelhante à do principal programa de transferência de renda do governo federal, o Bolsa Família. A iniciativa é inédita no Brasil e na América do Sul e custará cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos em 2015. O valor é três vezes maior do que o orçamento do próprio governo federal para ações voltadas ao público LGBT no ano passado.

"O Brasil é o país que mais mata travestis no mundo. Mata quatro vezes mais do que o México, o segundo mais violento. Essas pessoas nunca foram tratadas como cidadãs, sempre foram empurradas para as ruas pelas famílias, pela escola e pela sociedade. Queremos tratá-las como gente, com a opção de se prostituir ou não" afirma Rogério Sottili, secretário de Direitos Humanos do município, responsável pela coordenação do programa.

A ideia é prioritária para o prefeito Fernando Haddad, que pessoalmente pediu a elaboração do programa. A mãe de Haddad vive em uma zona de prostituição de travestis. O confronto cotidiano com a realidade teria gerado a urgência no prefeito.

 
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