A dança que liberta! Grupo com bailarinos fora do armário faz sucesso no Rio

A Companhia P24 de Dança Contemporânea tem uma tendência à visitação de textos literários ligados à história cultural LGBT.

Publicado em 05/02/15 às 16:51

Por Angélyca Miranda, da Social Play

Foto: Divulgação

A proposta central da Companhia gira em torno da questão homocultural como um todo.
Com cinco bailarinos em cena, a Companhia P24 de Dança Contemporânea vêm trabalhando em alguns projetos coreográficos delineados pelo conceitual do grupo: a homocultura a partir da dança. Para Fábio Sanfer, Diretor, Coreógrafo e Bailarino da companhia, a homocultura aponta para uma tentativa de formatação identitária da comunidade LGBT no seu sentido mais amplo.

Segundo o Diretor, a dança contemporânea tem na sua essência a desconstrução do corpo rígido e reprimido, característicos em alguma medida pelo Balé Clássico que a antecedeu. “Nesse sentido a energia produzida pelas coreografias atravessadas pelo contemporâneo é absolutamente libertária e transformadora do indivíduo em termos de sua consciência corporal e do papel que os corpos ocupam como produtores de linguagem. Traduzindo em termos mais simples: dançar liberta, e tudo que está ligado á temática da liberdade está também ligado à trajetória histórica da comunidade LGBT. Desejamos contribuir para um mundo livre e dançante e por isso mesmo, mais diverso, plural e democrático”.

As apresentações acontecem na cidade do Rio de Janeiro, mas Fábio garante que gostaria muito de vim a cidade. “Desejamos muito nos apresentar em Brasília por entendermos que se trata não apenas da capital do país, mas de uma cidade importante no meio cultural e da política nacional... Alimentamos a esperança de levarmos nosso trabalho ao público de Brasília”.

O grupo tem uma tendência à visitação de textos literários ligados à história cultural LGBT. A proposta central da Companhia gira em torno da questão homocultural como um todo. “Com efeito, nosso foco nesta questão será sempre uma manifestação performática que aborde aspectos concernentes às orientações sexuais em geral, sendo todos os nossos bailarinos necessariamente homossexuais assumidos”, diz Fábio.
 
Encontre-nos no Google+