Fundador do Grindr, app de encontros, está solteiro: “Adoro namorar sério, mas acho que sou minoria”

Aos 38 anos, Joel Simkhai diz que tentar marcar um encontro com alguém sendo o “dono” do aplicativo gera desconfiança.

Publicado em 24/02/15 às 00:53

GayTec

Foto: Reprodução/Grindr

O fundador do Grindr, Joel Simkhai: "Para mim, é um grande prazer saber que estamos conectando pessoas".
Você certamente já deve ter ouvido falar do Grindr, o aplicativo que se tornou popular para encontros entre gays e bissexuais masculinos. Mas a despeito de já ter promovido encontros entre milhares de homens pelo mundo todo, o fundador da ferramenta, Joel Simkhai, ainda está solteiro.

Simkhai, que tem 38 anos e vive em Los Angeles, diz que, pela própria experiência, que tentar marcar um encontro com alguém sendo o “dono” do aplicativo gera desconfiança. “A maior parte das pessoas me pergunta coisas como: ‘Você tem acesso a minhas conversas no chat?’ ‘O que você sabe sobre mim?’”, contou ao “New York Post”.

O americano admite que não necessariamente conta antes do primeiro encontro que é o criador do Grindr, porque pode parecer “um pouco pretensioso”. O fundador, que diz ter criado um perfil próprio só há poucas semanas, afirma que algumas vezes em que a paquera não foi adiante, teve vontade de dizer aos pretendentes para continuarem usando o aplicativo.

Alguns encontros, é claro, deram certo e Simkhai diz ter saído com alguns dos usuários do Grindr. No entanto, ele diz, uma das razões para ter criado o Grindr foi que nunca teve um namoro sério.

O americano diz já ter usado também o Tinder, outro aplicativo popular de encontros, mas disse que o app, que pode ser usado por gays e héteros, parece mais um jogo –divertido para achar pretendentes, mas nunca saiu com nenhum.

Com mais de 5 milhões de usuários, 200 mil deles só em Nova York, o Grindr promove milhares de encontros todos os dias. Simkhai diz que, como muitos usuários do app, também está em busca de uma relação mais duradoura. “Eu adoro namorar sério, mas infelizmente acho que sou minoria. Para mim, é um grande prazer saber que estamos conectando pessoas e essa é uma das grandes alegrias do meu trabalho hoje.”
 
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